OBST reúne executivos para apoiar pequenas e médias agências

Programa combina conselho consultivo, mentorias e formação em negócios, operações, posicionamento e jurídico
Georgia Aliperti, Brunna Casagrande, Rodrigo Báez e David V. Bydlowski | Imagem: divulgação

Brunna Casagrande, David V. Bydlowski, Georgia Aliperti e Rodrigo Báez criaram a OBST, programa de conselho consultivo e acompanhamento voltado inicialmente a agências com faturamento mensal a partir de R$ 100 mil. A iniciativa busca apoiar empresas em fase de crescimento na estruturação da operação, aumento de rentabilidade e redução da dependência dos fundadores.

A proposta é dar a agências que ainda não possuem estrutura financeira para contratar individualmente executivos seniores acesso contínuo a especialistas em negócios, operações, posicionamento de marca e questões jurídicas. O modelo foi inspirado em conselhos consultivos mantidos por empresas de maior porte e adaptado à realidade de pequenas e médias operações.

Casagrande, fundadora e CEO da 6B Partners, ficará à frente de posicionamento; Bydlowski, fundador e CEO da Rosh, de negócios; Aliperti, sócia e chief creative & operations officer da Rosh, de operações; e Báez, fundador e CEO da Brand Lock, da frente jurídica.

O conteúdo aborda temas como diversificação de receitas, formação de lideranças, capacidade produtiva, indicadores de desempenho, redução de retrabalho, metodologias proprietárias, precificação, contratos, modelos societários e proteção de marcas.

Além das reuniões estratégicas, o programa terá aulas online mensais, mentorias individuais, sessões coletivas de hot seat, grupo de WhatsApp e reuniões trimestrais com os quatro conselheiros. A estrutura prevê até 64 sessões individuais por mês e, para uma turma inicial de cerca de 30 participantes, a expectativa é oferecer até duas mentorias mensais por integrante, conforme disponibilidade.

As metas serão definidas de acordo com o estágio de cada agência. Uma empresa com faturamento mensal de R$ 200 mil e margem próxima de 5%, por exemplo, poderá priorizar revisão de preços, custos, produtos e rentabilidade por cliente. Já uma operação que fatura R$ 100 mil e pretende chegar a R$ 200 mil poderá trabalhar novos produtos, tíquete médio e diversificação das fontes de receita.

Entre os indicadores que poderão ser acompanhados estão faturamento, margem, retrabalho, concentração de clientes, capacidade produtiva, autonomia das equipes e redução da dependência do fundador.

“É comum vermos agências dedicando toda a sua capacidade criativa à construção das marcas dos clientes enquanto deixam a própria marca, o posicionamento comercial e os produtos em segundo plano. Sem uma proposta clara de valor e uma metodologia reconhecível, a empresa tende a competir por preço e encontra mais dificuldade para crescer com rentabilidade”, afirma Brunna Casagrande.

A metodologia será organizada a partir das iniciais da OBST: objetivar, buscar, superar e tentar novamente. Poderão participar fundadores, sócios e gestores com participação efetiva nas decisões e na gestão das empresas.

A primeira apresentação pública acontece em 2 de setembro, durante a aula online e gratuita ‘É surto ou é o mercado?’. O encontro terá cerca de uma hora e meia, 30 vagas e inscrições pelo site da iniciativa.

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