À frente da Eletromidia, Alexandre Guerrero comenta integração com o Grupo Globo e os caminhos que devem redefinir o OOH no Brasil
Com presença nas principais cidades brasileiras, a Eletromidia vem ampliando seu papel no ecossistema de mídia ao conectar escala urbana, dados e tecnologia. À frente da companhia, Alexandre Guerrero lidera uma agenda de crescimento que combina aquisições estratégicas, evolução do modelo comercial e investimentos em inteligência de audiência.
Em um momento de maior profissionalização do out of home, avanço da compra por audiência e integração com outras mídias, a empresa busca posicionar o meio como uma plataforma capaz de entregar contexto, relevância e mensuração para marcas e uma experiência mais qualificada para as pessoas.
Nesta entrevista ao propmark, Guerrero fala sobre estratégia, inovação, integração com o Grupo Globo e os caminhos que devem redefinir o OOH no Brasil nos próximos anos.
Como você descreveria o papel da Eletromidia no ecossistema de mídia hoje?
Somos a plataforma que transforma a jornada urbana por meio de tecnologia e criatividade, com empatia e conexão real com as cidades e as pessoas que vivem nelas. Temos escala, infraestrutura e ambição para evoluir o OOH para aquilo que ele está destinado a ser, uma plataforma de inteligência em contexto. Conectamos criatividade, dados e tecnologia para entregar não apenas mídia, mas um ecossistema de impacto, conteúdo e utilidade pública, gerando valor mensurável para as marcas e uma experiência melhor para as pessoas.
A Eletromidia recentemente anunciou a aquisição da Context Creative Tech. Qual foi o pensamento estratégico por trás dessa compra?
Essa aquisição foi pautada pela nossa busca constante por inovação e pelo desafio de evoluir o OOH para um meio cada vez mais inteligente, interativo, imersivo e contextual. Com a Context, integramos uma camada de inteligência criativa que permite que as campanhas se adaptem instantaneamente ao contexto, além de uma camada de dados para se conectar ao comportamento urbano da audiência. Isso nos consolida como um parceiro estratégico para marcas que desejam contar histórias dinâmicas e hiper-relevantes, elevando o patamar técnico de toda a indústria de OOH no Brasil.
Com a conclusão da aquisição da Clear Channel no Brasil, que impacto isso traz para a presença da Eletromidia nas ruas e em outras verticais?
Esse movimento reflete nosso foco em crescimento consistente e complementaridade. Ampliamos de forma relevante nossa capilaridade nacional, especialmente no mobiliário urbano, levando nosso padrão de eficiência e excelência para marcas e para a população a novas localidades. É escala com qualidade, promovendo ambientes urbanos mais ordenados, funcionais e visualmente equilibrados.
Em 2026, a Eletromidia mudou seu modelo para compra por audiência segmentada e CPM. Como isso está sendo recebido pelo mercado?
A recepção tem sido positiva, especialmente pela maior transparência e pela aproximação com métricas já consolidadas no ecossistema digital, como o CPM. Esse movimento facilita a entrada de novos players e permite comparações mais objetivas de eficiência entre canais. Apesar de ainda estarmos em uma fase inicial de adoção, já percebemos uma valorização clara da possibilidade de comprar audiências específicas, e não apenas telas, o que tende a ampliar o acesso e contribuir para a profissionalização do setor.
Qual é a maior vantagem competitiva da Eletromidia hoje?
Nossa maior vantagem competitiva está na combinação de escala, tecnologia e capacidade de desenvolver projetos e produtos proprietários para nossos parceiros. Somada ao nosso DNA de foco no cliente, isso nos torna o único player capaz de entregar, ao mesmo tempo, a capilaridade de uma rede nacional e a sofisticação de dados de uma big tech.
E o maior desafio que você encara à frente da empresa?
O principal desafio é crescer em escala sem perder agilidade, autonomia e cultura. À medida que a operação se expande, precisamos garantir que a inovação continue acontecendo com sensibilidade, respeitando o espaço urbano e as pessoas que vivem nas cidades. Esse equilíbrio entre crescimento acelerado, responsabilidade pública e coerência cultural exige liderança atenta e um time alinhado aos mesmos valores.
Com a Eletromidia agora sob o guarda-chuva do Grupo Globo, como isso altera (ou amplia) as possibilidades de integração com outras mídias e plataformas?
Essa união potencializa nossa entrega de forma exponencial, permitindo projetos de cross media reais e integrados. Soma-se a isso o potencial da TV 3.0, que amplia ainda mais as possibilidades de segmentação e integração. É uma sinergia que fortalece o storytelling e oferece aos anunciantes um ecossistema de atenção único, capaz de gerar conversas mais profundas e resultados de negócio consistentes.
Leia a íntegra da reportagem na edição impressa de 23 de fevereiro.