Alexis Thuller Pagliarini, sócio-fundador da ESG4
Na semana passada, foi realizado o 11º Congresso de Inovação da Indústria, um grande evento, que ocupou o Golden Hall do WTC Events Center, em São Paulo, por dois dias. O evento é organizado pela CNI e pelo Sebrae, sob iniciativa da MEI – Mobilização Empresarial pela Inovação, tendo a agência Capacità como produtora. Trata-se de um evento bienal, disposto a discutir a inovação da indústria em alto nível.
E foi muito bom ver a importância dada à responsabilidade socioambiental e aos procedimentos éticos. Começando pelo tema central do evento: Coexistir – Entre o ecológico e o digital. Essa discussão sobre as ferramentas digitais – cada vez
mais poderosas – e sua relação com os humanos e o meio ambiente tem sido a tônica de eventos de todas as áreas.
O SXSW, recém-realizado, foi um dos eventos que trouxeram os valores humanos para a discussão do impacto da inovação, principalmente da IA. Essa preocupação é muito oportuna, já que, em última instância, o que deve valer – sempre – é o bem-estar humano. De nada adianta inovar se não for para melhorar a qualidade de vida. Em se tratando do 11º Congresso de Inovação da Indústria, o evento em si foi objeto de uma preocupação de alinhamento aos critérios ESG.
E a minha Criativista ESG4 teve a sorte de ser escolhida para contribuir nesse processo. E como um evento pode se alinhar às melhores práticas ESG? Tudo começa com o estabelecimento de compromissos.
No evento em questão, os compromissos estabelecidos foram:
Ambientais: Evento planejado para reduzir impactos e promover práticas sustentáveis.
• Zero Plástico: Eliminação de plásticos descartáveis no fornecimento de água aos participantes. • Prioridade Digital: Redução de materiais impressos, priorizando o digital. • Cenografia Consciente: Uso de materiais reciclados e com destinação social após o evento. • Carbono Neutro: Compensação das emissões de CO². • Gestão de Resíduos: Implementação de protocolos para tratamento e destinação responsável de todo o material gerado.
Sociais: Ambiente diverso, acolhedor e respeitoso para todos.
• Acessibilidade Plena: Inclusão e suporte a pessoas com deficiência. • Comunicação Inclusiva: Tradução em Libras nas duas plenárias. • Legado Social: Doação de materiais cenográficos. • Cuidado Integral: Seguro de evento garantido para todos os participantes e fornecedores.
Governança: Relações conduzidas com ética, transparência e responsabilidade. • Ética contratual: Contratações formalizadas.
• Espaços Sustentáveis: Local alinhado a práticas ESG. • Engajamento Estratégico: Mobilização de patrocinadores, palestrantes e público nas práticas sustentáveis do evento. • Consultoria Especializada: Suporte técnico para garantir a eficácia das ações ESG. • Accountability: Transparência total por meio de um Relatório ESG detalhado após o evento.
Assumidos os compromissos, todas as etapas de produção do evento devem refletir os pontos de conformidade. E assim foi. O conteúdo do evento, logicamente, esteve em linha com os temas relacionados aos princípios éticos e de responsabilidade socioambiental. Transição energética e climática, Capital humano, Transição ecológica, Combustíveis sustentáveis, Biodiversidade, Circularidade, Biotecnologia, Integração entre bioeconomia e inovação para uma indústria sustentável, Saúde, Competitividade aliada à Sustentabilidade, entre outros, foram temas presentes nos painéis de alto nível apresentados no evento. Iniciativas como essa trazem esperança num mundo conturbado e instável.
E participar ativamente desse processo nos enche de orgulho. Que líderes empresariais e organizadores de eventos se espelhem neste exemplo!