Tabet, Gomes, Mendes, Willou, Watson e Michelle (Créditos: Leonardo Araujo)

Você sabia que o vídeo mais visto do Porta dos Fundos está no Facebook? Tal dado foi revelado por Antonio “Kibe” Tabet, um dos criadores do canal, durante painel no Facebook Summit, ocorrido nesta quarta-feira (16), em São Paulo.

Juntamente com Bruno Gomes, head of brand solution do Porta; João Mendes, fundador da Non Stop Produções e Willou e Watson Alves, criadores do canal “O Que Não Dizer”, Kibe bateu um papo sobre o poder dos vídeos na plataforma de Mark Zuckerberg. A discussão foi mediada por Michelle Kutnikas, strategic partner manager de creators da plataforma.

Segundo Kibe, trata-se do vídeo “Porrada”. O criador também revelou que há planos para conteúdos inéditos em andamento. Como uma série inédita para Rafael Portugal. Tudo envolvendo a plataforma Facebook Watch. Além de, é claro, Youtube, onde o grupo se consagrou.

https://web.facebook.com/PortaDosFundos/videos/1558665547563331/

Um dos pontos levantados na discussão foi o relacionamento dos criadores com marcas. Michelle destacou que o canal tem vídeos de sucesso de marcas como Nissin, Honda e Ipiranga. “No Porta tudo começou com o fatídico vídeo do Spoleto. Desde então, embarcamos numa curva ascendente e todas as marcas batem na porta pedindo um vídeo tipo Spoleto. E fazemos vários”, revela Kibe.

“Temos um dogma que é: ‘a vida tem marcas’. […] Falamos de marcas quando precisamos falar de marcas. Nossa audiência não estranha, assimila bem e não fica revoltada. O que acontece em outros canais”, analisa o fundador.

“Vídeo de marca tem performance maior que o editorial, porque tudo está ligado ao roteiro”, explica Gomes, head de brand solution do canal.

“Recebemos o briefing da agência ou cliente, dos e dont’s e fazemos o roteiro do nosso jeito. Quando é uma mensagem muito específica, fazemos para o canal do cliente e dá certo, como por exemplo o Ipiranga. O que está acontecendo hoje em dia é que cada marca tem seu próprio canal e podemos fazer conteúdo para elas”, explica Tabet.

Obviamente, o processo de criação é importante para o êxito. Daí uma das principais diferentes entre os criadores presentes no painel: enquanto Willou e Watson optam por se inspirar nos fãs e colher inspirações, o Porta faz o contrário.

“Os fãs não influenciam em nada no conteúdo do Porta. Muito pelo contrário, eles atrapalham”, revela Tabet em meio a risos. Mas ele explica: “é realmente insuportável, às vezes. Como nosso processo de criação é muito individual, cada um de nós funciona diferente”, explica fazendo referência aos roteiristas do canal.

Isso acontece também porque o Porta não foi bem visto antes do sucesso. O canal foi oferecido para FOX e MTV. Ambos negaram. “A FOX preferiu o Rafinha Bastos e a MTV falou que não tinha muito interesse. Mais engraçado é que depois o primeiro canal a veicular a gente foi a FOX e a Viacom, que é a dona da MTV, comprou metade da nossa empresa. Eles deixaram de economizar um bom dinheiro”, brinca Kibe.

Mendes, da Non Stop, ressalta que o Facebook permite falar com audiências específicas, o que ajuda na relação dos influenciadores com o público. Quando há algum problema com show, por exemplo, ele não fica “na dependência dos criadores. “Eles não querem matar o engajamento deles. […] Se algo vai mal, se algo é cancelado, o Facebook permite que conversemos só com quem possa ser atingido pelo problema”, explica.

Essa regionalização também ajuda o Porta, que anda fazendo sucesso no México. “”Estreamos um canal chamado Backdoor, com as esquetes traduzidas para a realidade mexicana”, diz Kibe. O canal está bombando. Já passou de 2 milhões de inscritos lá”. Segundo o fundador, o vídeo de maior destaque é a versão mexicana do “Farinha”.

Confira o original e o mexicano:

https://web.facebook.com/backdoor.humor/videos/517432012343066/

E o objetivo é ir além. “Vamos para Espanha, Alemanha… Vamos espalhar rôla pra todo esse mundo”, explica com uma frase bem Porta dos Fundos.