Rogério Artoni, fundador e CEO da agência, analisa como reputação, inteligência artificial e integração passaram a influenciar decisões

Em um ambiente de maior exposição, velocidade informacional e aumento da complexidade dos fluxos de comunicação, a Race Comunicação tem reforçado uma atuação mais estratégica junto às empresas. A agência, que nasceu com foco em relacionamento com a imprensa, ampliou o escopo e passou a operar de forma integrada, combinando consultoria e execução, alinhada ao posicionamento ‘do insight à influência’.

Hoje, a Race entrega desde consultorias mais profundas — com leitura de cenário, reputação e stakeholders — até projetos táticos em relações públicas, comunicação interna e marketing digital. O movimento também se reflete no perfil de clientes, com migração natural para grandes companhias nacionais e multinacionais, mantendo uma atuação multissetorial como escolha para diversificar repertório e reduzir concentração em um único segmento.

Dentro das estruturas de comunicação das empresas, o papel da Race se concentra na consultoria estratégica e na gestão de reputação, com execução em frentes como imprensa, comunicação interna e canais digitais corporativos. “A execução é essencial, mas sempre ancorada em estratégia e visão de longo prazo”, afirma Rogério Artoni, fundador e CEO da agência.

Rogério Artoni, CEO da Race Comunicação, analisa a ampliação do papel do PR | Imagem: divulgação

Entre as demandas corporativas mais recorrentes, a agência aponta a busca por integração entre frentes como imprensa, influenciadores, comunicação interna e social media. O objetivo, segundo Artoni, é reduzir ruídos, ganhar consistência de discurso e simplificar fluxos de briefing, alinhamento e aprovação, concentrando a interlocução em uma única agência.

Esse movimento também aparece em projetos regionais, com demanda por atuação integrada em múltiplos países, em especial na América Latina, o que amplia a necessidade de coerência narrativa, governança da comunicação e eficiência operacional.

Os aprendizados de 2025, na visão do executivo, passam pela consolidação da inteligência artificial no trabalho de comunicação. “O principal aprendizado de 2025 foi a consolidação da inteligência artificial como uma camada estrutural do trabalho de comunicação”, diz. Para 2026, a expectativa é de uma operação mais integrada ao uso responsável de IA, com foco em eficiência, ampliação da capacidade analítica e preservação do valor do pensamento crítico e da leitura de contexto.

A agência avalia que os investimentos devem se concentrar em eficiência, integração e impacto da comunicação nos negócios, com empresas ampliando o escopo para parceiros capazes de operar com visão estratégica e execução consistente em diferentes frentes. Nesse contexto, Artoni aponta a valorização de operações mais ágeis: “Deve haver uma menor participação dos grandes conglomerados de PR e uma valorização crescente de agências boutique integradas”.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa de 2 de fevereiro