Marca informou que não teve a intenção de ofender qualquer pessoa ou disseminar ideias racistas; boneco foi retirado

A loja Reserva, do Shopping Barra de Salvador (BA), foi acusada de racismo ao colocar uma manequim preto quebrando a vitrine. Nas redes sociais, internautas questionaram por que a loja não colocou um boneco branco.

A influenciadora Ashley Malia disse que a ação se tratava de ‘racismo escancarado’. "A loja Reserva do Shopping Barra colocou um manequim preto quebrando a vidraça do estabelecimento como se estivesse invadindo. Isso é racismo escancarado, nem sei como reagir", ela escreveu no Twitter, mas apagou o post depois.

A marca, por sua vez, emitiu uma nota explicando que a ação, chamada de 'Loucuras pela Reserva', não teve a intenção de ofender qualquer pessoa ou disseminar ideias racistas.

"A vitrine “Loucuras pela Reserva” com o boneco entrando pela parte de fora da vitrine (o mesmo sempre usado normalmente do lado de dentro da vitrine) jamais teve como objetivo ofender qualquer pessoa ou disseminar ideias racistas e sim de somente divulgar a liquidação da marca. No entanto, se mesmo sem intenção, a vitrine ofendeu a alguém, comunicamos que ela já foi desmontada imediatamente. Acreditamos na empatia como única forma de viver em sociedade e repudiamos o racismo em todas as suas formas de expressão. A diversidade e inclusão são valores essenciais de nossa marca", informou.

OUTROS CASOS
Essa não foi a primeira vez em que a Reserva se envolve em polêmica na internet. Em maio de 2018, a marca foi acusada de machismo após um post no Instagram.

"O que a gente quer mesmo nesse dia dos namorados é... Complete a legenda", dizia o texto.  À época, a Reserva afirmou – em outro post – que a intenção era falar de sexo no dia dos namorados.