Dados divulgados pela NBC Sports confirmam mais de 135,4 milhões de espectadores
O show de intervalo do Super Bowl, comandado pelo porto-riquenho Bad Bunny, alcançou a maior audiência da história do evento, com mais de 135,4 milhões de espectadores, segundo dados oficiais divulgados pela NBC Sports, emissora responsável pela transmissão nos Estados Unidos.
O número supera o recorde anterior, registrado em 2025 pelo rapper Kendrick Lamar, que havia ultrapassado a marca de 133 milhões.
O feito amplia um movimento iniciado em 1993, quando Michael Jackson transformou o intervalo do Super Bowl em um espetáculo cultural de escala global, reposicionando definitivamente o evento como vitrine central de entretenimento, música e publicidade.
Esse patamar de atenção se reflete diretamente no valor comercial do jogo. Em 2026, inserções de 30 segundos chegaram a custar mais de US$ 10 milhões, estabelecendo um novo recorde para a publicidade televisiva nos Estados Unidos, segundo apuração do Financial Times junto à NBCUniversal.
Para Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria, especializada em growth, vendas e marketing orientado por dados, o desempenho evidencia uma mudança estrutural no modelo tradicional de investimento em mídia. “Hoje, não basta ampliar orçamento publicitário. As empresas que crescem de forma mais consistente são aquelas que conseguem se conectar a movimentos culturais reais, que já mobilizam atenção, identidade e conversa pública”, analisa.
Segundo o executivo, o encontro entre esporte, cultura e publicidade no Super Bowl reforça a centralidade da atenção como ativo estratégico. “Quando esporte, cultura e publicidade se encontram em um único palco, fica claro que a atenção virou o ativo mais disputado da economia digital. Não se trata apenas de alcance, mas de relevância e significado”, afirma.
Schuler avalia que a repercussão cultural do evento expõe um desafio direto para líderes empresariais. “Muitas empresas ainda operam com uma lógica de mídia baseada em interrupção. O que estamos vendo é que crescimento sustentável exige participação em contextos culturais que já geram engajamento orgânico e identificação com o público”, explica.
Para marcas brasileiras, o aprendizado vai além do investimento em grandes eventos globais. “Não é uma questão de copiar formatos ou investir em grandes eventos, mas de entender profundamente o contexto cultural do próprio público e usar isso como alavanca estratégica. Ignorar essa mudança pode custar relevância e crescimento, independentemente do tamanho do orçamento”, conclui.
É nesse contexto de atenção máxima que os comerciais do Super Bowl ganham protagonismo. Com mais de 60 marcas disputando segundos em um ambiente de audiência histórica, os filmes deixam de ser apenas inserções publicitárias e passam a operar como peças culturais, pensadas para gerar conversa, repercussão e vida útil além da transmissão ao vivo.
Alguns desses filmes começaram a circular ainda antes do jogo, em uma estratégia de antecipação que vem dominando a pré-semana de anúncios do evento. Já outros estreiam no dia da grande final. Confira alguns dos veiculados neste domingo (8):
Pokémon celebra 30 anos com Lady Gaga e Trevor Noah
Microsoft aposta no Copilot e posiciona a IA no centro da narrativa
NFL tira celebridades de cena e homenageia técnicos da base em novo filme
Imagem do topo: Reprodução/Instagram: @nfl/@applemusic