Diretora da JDE Peet’s Brasil fala sobre carreira internacional, influência além do cargo e a integração entre estratégia e tecnologia
Em um mercado que exige decisões cada vez mais rápidas e integradas, liderar deixou de ser apenas conduzir uma área. Passou a significar corresponsabilidade pelo todo. Com mais de três décadas em marketing e uma trajetória internacional marcada por expatriações, Susana Hernández fortaleceu sua liderança combinando visão global, disciplina estratégica e cultura colaborativa.
Há mais de quatro anos à frente do marketing da JDE Peet’s Brasil — companhia global de café que reúne marcas como Pilão, L’OR e Maratá —, Susana Hernández construiu sua carreira em movimento. Espanhola, passou por experiências na Holanda e na Espanha antes de assumir a operação brasileira. Cada mudança de país foi, segundo ela, uma decisão que ultrapassava o âmbito profissional. “Nunca foi apenas um movimento profissional, mas um projeto familiar que vai muito além do trabalho.”
As expatriações aconteceram em diferentes fases da vida, inclusive já com família constituída. “Cada país nos transformou como família e como indivíduos”. O apoio familiar, afirma, foi determinante para que pudesse conciliar ambição executiva e vida pessoal. Esse equilíbrio foi central para sua consolidação como líder.
Com mais de 30 anos de experiência em marketing — sendo 14 deles na própria JDE Peet’s —, Susana acompanhou de perto transformações profundas no setor. A digitalização, a consolidação das plataformas sociais e, mais recentemente, o avanço da inteligência artificial redefiniram o papel do marketing dentro das organizações.
“Hoje, o diferencial está em integrar tecnologia e estratégia para gerar valor e acelerar resultados de forma consistente.”
Para ela, ocupar uma posição diretiva é apenas o ponto de partida. “Chegar a uma posição de poder significa ocupar um cargo com autoridade formal. Já exercer influência vai além da hierarquia”. A influência, explica, se constrói com credibilidade, coerência e visão estratégica. Em níveis executivos, o papel deixa de ser restrito à própria área.
Imagem do Topo: Divulgação
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