Evento chega à sua 5ª edição com apoio e organização da TV Globo, Editora Globo e Fundação Roberto Marinho
O Píer Mauá, na área central do Rio de Janeiro, é o palco para o festival Led 2026, um festival cuja proposta é trazer para a pauta da educação no Brasil. O início foi nesta sexta-feira (15) e termina neste sábado (16). A criatividade com pensamento crítico, que apesar do processo evolutivo, precisa de mais investimentos para tornar essa cadeia propositiva e mais disponível para os brasileiros.
A cultura popular brasileira marcou presença logo na abertura do The Led, com uma apresentação da Escola de Samba Viradouro, do ícone Mestre Ciça, campeão com a agremiação na Marquês de Sapucaí este ano, ele que foi o tema do seu enredo. Mestre Ciça disse que os desfiles trazem cultura e educação por meio dos seus temas e sambas. “Samba é cultura. Aprendi muito com as histórias contadas na avenida, que expandem o conhecimento. O samba nas escolas de samba, porque são escolas que perpetuam essa cultura. Que isso avance para todo o país”, propõe Mestre Ciça.

Primeira atração do evento, a jornalista Sandra Annenberg, âncora do Globo Repórter ao lado de William Bonner, deixou claro que a criatividade é chave para que a educação ganhe musculatura no país. Ela dividiu o palco com a atriz Thais Araújo, também com o educador e professor, palestrante e escritor Charles Watson, do Parque Lage (Rio), a pesquisadora e produtora cultural Zaica Santos e a cantora Marina Sena.
“Criatividade faz parte do Brasil. Tema evolvente num tempo de algoritmos e velocidade de raciocínios. Ninguém nasce sabendo, por isso a criatividade é uma construção”, disse Sandra, chamando Charles Watson, que fala sobre a história do compositor Mozart.
“Ele começou cedo, aos três anos. Criatividade é uma prática diária. Ele teve muitas influências, porque a genética precisa ser desenvolvida com prática e repetições. Ele tinha um ótimo ouvido, ou uma genética boa para a música. Mas o processo precisou de prática e aprendizado.”
‘Mudando de pele’, peça de Thais Araújo que está em cartaz, fala sobre o universo corporativo, mas de uma mulher que não se sente encaixada.
“Aprendi me aprofundando na cultura negra para dar vida a esse trabalho contemporâneo. Durante três meses ensaiamos esse solo com duas musicistas, para trazer verticalização. Pesquisar tudo que esse mundo tem a oferecer vai fazer com que as coisas sejam mais interessantes para as personagens. Criatividade constrói os personagens. Em casa, estímulo meus filhos com coisas mais artesanais. Eles gostam de não tê-las também. Ler (livro é salva-vidas), relações pessoais e fazer cursos. Meus filhos têm esse incentivo, sem deixar a tecnologia, mas sem deixar se eclipsar por ela”, coloca Thais Araújo, que traz consultoras para a construção dos seus personagens, sempre buscando aprendizados com pessoas.
Jorge Alegria, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, ressalta que a educação faz parte da história da instituição, que sempre teve programas de estímulo às artes visuais e música, por exemplo.
“Educação é criatividade. Esse festival trata disso”, disse.
Imagem do topo: Paulo Macedo