Gloob avança entre os canais infantis e se consolida como um dos preferidos

Segundo canal, desde o início, proposta era atingir crianças de seis a oito anos

Divulgação

O Gloob, canal infantil da Globosat, vem se consolidando como um dos preferidos das crianças. Segundo Paulo Marinho, diretor do canal, a emissora tem aumentado seu market share em 50% ao ano e, em 2015, assumiu a terceira posição entre os canais que têm o maior tempo de permanência das crianças na TV por assinatura. Nesta entrevista, Marinho falou da estratégia de crescimento, além das apostas em produções nacionais, como "Detetives do Prédio Azul", um projeto em parceria com a Conspiração, que vai estrear, ano que vem, sua sétima temporada.

O canal completa três anos, em 2015. Que balanço é possível fazer desse período?
São três anos muito bem-sucedidos, com crescimento contínuo de cerca de 50% de market share ao ano, um resultado bastante expressivo. Também temos crescido em todas as outras frentes, como na área digital, por exemplo, tanto no site como na oferta de aplicativos.

O Gloob também tem investido em produções nacionais para atrair as crianças. Qual a importância dessas atrações?
Temos apostado na dramaturgia como diferencial do canal e vem dando bastante resultado. Estamos conseguido construir uma relevância e nos destacar frente à concorrência.

Atualmente, quais são os principais programas?
Quando falamos em produções nacionais, um dos nossos principais destaques é “Detetives do Prédio Azul”, uma parceria com a Conspiração Filmes. A atração, que é exibida pelo canal desde sua estreia, está sendo reprisada, atualmente, mas já está em fase de produção para uma nova temporada. O programa já rendeu 144 episódios ao longo de seis temporadas e se tornou uma das principais audiências do canal.

Quando será a estreia da nova temporada?
Em 2016, mas ainda não tem data prevista. Os novos episódios trarão mudanças significativas na estrutura e no elenco. A série passa a ter o dobro da duração, com cada um ocupando 30 minutos na grade do Gloob, e trocará seus três protagonistas – Tom, Mila e Capim. Os meninos, representados, respectivamente, pelos atores Caio Manhete e Cauê Campos, e a menina Mila, vivida por Letícia Pedro, deixarão o programa. Eles serão substituídos por Pippo, Bento e Sol, interpretados pelos atores Pedro Henrique, Anderson Lima e Leticia Braga.

Que outra produção do canal é destaque de audiência?
No começo deste ano, lançamos o “Buuu!”, uma série produzida pela Casablanca, que vem tendo muito destaque na programação. Uma superprodução, com grandes efeitos especiais, que tem trazido grandes retornos. Também temos outras iniciativas que agradam bastante o público, como, por exemplo, o “Tem Criança na Cozinha”, que mostra receitas feitas para os pequenos. Ainda temos duas animações, o “Osmar - a Primeira Fatia do Pão de Forma” e, este ano, estreamos o “SOS Fada Manu”, que também vem muito bem e marca o início de uma nova leva tanto de animação quando de séries. Também temos a novela “Gaby Estrella”, que está na sua terceira temporada.

O Gloob realizou algumas ações para divulgar a novela. Quais foram as principais iniciativas?
Em agosto, a marca realizou várias ações diferenciadas. Por exemplo, a circulação, pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, do ônibus interativo da turnê da personagem. Também tivemos o lançamento de duas webséries exclusivas com personagens da novelinha, a criação de uma página especial, além da ação #CantAiPraGente. Ainda veiculamos anúncios em revistas e jornais. Na TV, além da divulgação na programação do próprio canal, teve chamadas nos canais Telecine, Off, Sportv, Multishow, GNT, Bis e Globosat +, além dos cinemas das redes Cinemark e Kinoplex.

Além das produções nacionais, qual o campeão de audiência do canal?
Estreamos este ano o desenho animado “Alvin e os Esquilos”, baseado na trilogia de mesmo nome, e o sucesso tem sido muito grande. A Globo adquiriu toda a primeira temporada da animação, que conta com 104 episódios de 11 minutos de duração. O desenho foi totalmente produzido em computação gráfica e conta o dia a dia de Alvin e seus amigos. É um grande destaque no que se refere à audiência. Será uma longa parceria, já que temos direito a essa série por dez anos.

As produções feitas no Brasil ainda são muito inferiores ao que é feito em outros países?
No que se refere à dramaturgia, é possível dizer que estamos em pé de igualdade, com certeza. E, em alguns momentos, estamos até melhor, como é o caso de “Buuu!”, por exemplo. Mas, na animação, ainda temos um trabalho grande a ser feito. Desde a roteirização, a produção e a supervisão artística. Temos ainda muito para aprimorar.

Qual a importância da Lei 12.485/11, sancionada em 2011 pela presidente Dilma Rousseff, que prevê cotas nacionais dentro da programação televisiva?
De uma maneira geral, os canais da Globosat, mais especificamente o Gloob, não foram muito atingidos por essa lei, já que está no DNA da empresa trabalhar com produções nacionais. Sempre trabalhamos acima da cota.

Qual a faixa etária de público do canal?
O Gloob veio, desde o início, com uma proposta de atingir crianças de seis a oito anos. A ideia era ficar entre os canais que atingem um público pré-escolar e outros que têm como foco um target maior. E a estratégia vem dando certo e temos consolidado nossa audiência nesta faixa etária.

O canal tem a meta de atingir outros públicos, com programas diferenciados?
Temos um público primário, que é esse de seis a oito anos, mas atingimos crianças de quatro a 11 anos, faixa que é medida pelo Ibope. Temos vários programas voltados para os menores e maiores, que vão compondo nossa grade ao longo do dia.

Qual a participação de mercado do canal?
O canal Gloob encerrou o primeiro semestre de 2015 entre os três canais infantis com maior aderência entre as crianças. Segundo pesquisa do Ibope, o canal assumiu a posição número três de maior tempo de permanência dos pequenos na TV por assinatura no horário nobre infantil: de 11h às 14h e de 17h às 21h. O crescimento em relação a 2014, quando ocupava a oitava posição, é de mais de 32%. No que se refere ao market share, o número consolidado gira em torno de 4% a 5% neste ano, entre as crianças. Já entre os adultos, o canal já beliscou 1% de participação, sendo que a concorrência é bem mais ampla no mercado de TV paga.

Como é a concorrência entre os canais infantis?
Os canais se dividem por faixa etária mesmo. O Discovery Kids pega criança de dois a seis anos; o Disney Júnior, de quatro a sete anos; o Gloob, de seis a oito anos. Os demais canais têm como foco crianças de seis a 12 anos. Neste caso, entram, Cartoon Network e Nicklodeon.

Com a mudança de comportamento da criança,
com o surgimento de novas mídias, como se diferenciar neste mercado?
O principal é estar presente em todos os canais e pontos de contato com as crianças. Por isso, os nossos projetos proprietários já nascem com a proposta de ser multiplataforma. Quando vamos lançar uma produção nacional, que terá investimento do canal, já fazemos isso, pensando no que será feito para o digital, desde a concepção. Sempre temos conteúdo exclusivo, games inspirados no programa, distribuição em plataforma não linear, como é o caso do NET Now. Também lançamos o aplicativo Gloob Play, disponível para IOS e, em breve, também para Android. A ideia é capturar a atenção das crianças em todas as frentes e fazer com que elas se relacionem com nossos produtos.

Qual o diferencial deste aplicativo lançado?
Além de games e dos episódios das atrações do canal, o app possibilita a criação de perfis nos quais as crianças podem escolher o próprio avatar para representá-las virtualmente. Quanto mais usarem o aplicativo, mais ganharão opções dos bonequinhos em poses e estilos diferentes.

O canal também tem como estratégia a realização de eventos. Qual a importância dessa iniciativa?
A realização de eventos também tem como meta aproximar a criança das nossas marcas. Normalmente, temos realizado essas ações em importantes shoppings pelo Brasil, principalmente em capitais. Ao todo, mais de 200 mil crianças já estiveram presentes. Uma dessas iniciativas é o Mundo Gloob, que reúne diversas atividades para os pequenos, tendo como foco as principais atrações do canal. Mas também realizamos eventos focados em um único programa, como no caso do “Tem Criança na Cozinha”, que oferece oficina de culinária para o público infantil. Temos também uma do “Detetives do Prédio Azul”, que oferece a oportunidade de os pequenos vivienciarem esse universo.

Como a empresa trabalha o licenciamento dessas marcas?
Lançamos nosso projeto de licenciamento no ano passado e estamos em processo de construção dentro deste mercado, que é bastante grande e importante. Estamos focando nas nossas principais marcas. Já temos disponíveis alguns produtos do “Detetives do Prédio Azul”, de “Gaby Estrella” e “Osmar”.

Quais são os principais produtos do mercado?
Lançamos o álbum de figurinhas de “Gaby Estrella”, um kit de produtos de festa com as marcas “Detetives do Prédio Azul”, “Gaby Estrella” e “Osmar”. Também temos mochilas, lancheiras e estojos, além de cadernos.

Como é a distribuição do Gloob?
Estamos presentes em 70% da base das operadoras, o que equivale a atingir cerca de 14 milhões de lares brasileiros. De maneira geral, a distribuição dos canais concorrentes é muito semelhante.

Como é dividido o faturamento do canal?
Nossa receita é dividida em programação, publicidade e ainda uma potencial receita de licenciamento, que estamos buscando construir agora.

Qual a expectativa do canal quanto a essa receita que vem do licenciamento?
Ainda estamos muito no começo, mas é importante dizer que essa área pode ser dividida em três focos. O primeiro deles é o contato das crianças com a nossa marca. O outro é a receita, mas ainda estamos tateando o mercado. Tem ainda a parte que cabe aos anunciantes, que vão divulgar seus produtos nos pontos de venda e, consequentemente, nossa marca.

Uma parte da receita do canal vem da publicidade. O que é possível dizer sobre a lei que quer proibir a publicidade infantil?
Primeiro é importante dizer que qualquer radicalismo não é saudável para nenhum setor. Mas se isso for adiante vai matar um mercado grande de produção audiovisual infantil e vários segmentos que trabalham para crianças. Será um impacto enorme e haverá, com certeza, uma grande redução das produções.

Qual o perfil dos anunciantes do canal?
Temos empresas que falam com as crianças e também outras que utilizam nossos espaços para divulgar produtos e serviços voltados para as mães. Temos um mix de anunciantes bem variados.

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