Brasil concentra 20,1% do conteúdo sobre a Copa, diz Winnin

Levantamento aponta que país lidera volume de publicações, engajamento e visualizações nas redes sociais durante o torneio
Imagem: Magnific

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O Brasil concentrou 20,1% de todo o conteúdo mundial sobre a Copa nas redes sociais, segundo levantamento da Winnin. De acordo com a empresa, um a cada cinco vídeos publicados sobre as seleções participantes dizia respeito ao Brasil.

O estudo considerou conteúdos publicados entre 11 e 29 de junho no Instagram, TikTok, YouTube, Facebook e Twitch. No período, o Brasil liderou em volume de vídeos, engajamento e visualizações, com 1,7 bilhão de engajamentos. Na sequência aparecem Argentina, com 1,4 bilhão, Portugal, com 926,3 milhões, e México, com 518,3 milhões.

Ainda segundo a Winnin, 57,5% do engajamento sobre o Brasil foi gerado dentro do país, enquanto 42,5% veio de fora. O levantamento também aponta que o Brasil respondeu por 23% da conversa global sobre Cabo Verde, 14% sobre Curaçao e 11,8% sobre o Paraguai desde o início do torneio.

“São times que o torcedor brasileiro parece ter adotado quando o Brasil não está em campo, seja por afinidade com algum jogador, seja por rivalidade histórica tratada com bom humor”, afirma Gian Martinez, CEO da Winnin.

Para a plataforma, o protagonismo brasileiro nas redes durante a Copa se conecta a um movimento mais amplo de expansão da cultura latina. Em uma janela de três meses, sem considerar o pico de atenção do torneio, 50,1% do engajamento sobre o Brasil nas redes sociais veio de fora do país.

Segundo a Winnin, conteúdos ligados à cultura latina geraram, no último ano, 73% mais engajamento fora dos países da América Latina do que dentro deles. A música aparece como uma das principais frentes desse movimento, com um terço do engajamento global com composições latinas vindo de fora da região.

O esporte também aparece como vetor de engajamento internacional. Na Europa, 53,2% do engajamento com conteúdos latinos ocorre em torno do esporte. Na Ásia-Pacífico, o índice é de 47,7%, enquanto na América do Norte chega a 30,5%.

“O público internacional é atraído pelo que já lhe é familiar. Para além do esporte, a cultura latina já tem chamado a atenção dos outros países do globo, de forma geral, há um tempo, por exemplo, com a culinária, TV e cinema. Na Copa, esse movimento se amplificou e tornou o Brasil protagonista”, afirma Martinez.

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