publicidade

Ministro Luiz Fux proíbe publicidade de bets para crianças e adolescentes

Decisão individual do magistrado também determinou medidas para impedir que beneficiários de programas social façam apostas

Decisão individual do magistrado também determinou medidas para impedir que beneficiários de programas social façam apostas

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para esta quinta-feira (14) o julgamento da decisão individual do ministro Luiz Fux. Na decisão, o magistrado determinou medidas para impedir que beneficiários de programas social façam apostas em sites de bets.

Mais cedo, Fux, que é relator do caso, determinou que o governo adote “medidas imediatas de proteção especial” que impeçam o uso de recursos provenientes de programas sociais e assistenciais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Na decisão, o ministro também proibiu a publicidade de apostas direcionada a crianças e adolescentes. Desde o começo deste ano, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) já havia colocado em vigor o ‘Anexo X‘, documento com regras de autorregulamentação para a publicidade de apostas no Brasil. O ‘Anexo X’ enfatiza algumas restrições de conteúdo e direcionamento da publicidade, tendo como objetivo a proteção de menores de idade.

O texto ainda prevê a necessidade de inserção do símbolo “18+” ou o aviso “proibido para menores de 18 anos”; a vedação do uso de elementos reconhecidamente associados ao universo infantojuvenil ou que possam despertar a atenção deste grupo; o uso de ferramentas de seleção etária para os perfis das marcas (age gate); a vedação à presença de crianças e adolescentes nos anúncios.

O processo que motivou o debate foi protocolado na Corte pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade questiona a Lei 14.790/2023, norma que regulamentou as apostas online de quota fixa.

Na ação direta de inconstitucionalidade (ADI), a CNC fala que a legislação, ao promover a prática de jogos de azar, causa impactos negativos nas classes sociais menos favorecidas. Além disso, a entidade cita o crescimento do endividamento das famílias.

De acordo com levantamento divulgado em agosto deste ano pelo Banco Central, os beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em bets.

(Crédito: Foto de Giancarlo Dalosto na Unsplash)

publicidade

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

publicidade

publicidade

Inscreva-se para receber as últimas atualizações

Fique por dentro das novidades do mercado publicitário