Grupo We estrutura sede e rede de empresas para competir como indie

Sem perder a leitura local, os co-CEOs Fábio Rosinholi e Beto Campos defendem um ecossistema próprio para competir com redes globais
Beto Campos e Fábio Rosinholi estão à frente do Grupo We como co-CEOs: governança, tecnologia e talentos | Imagem: Divulgação

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Um edifício de seis andares na Vila Olímpia, em São Paulo, ajuda a materializar parte da ambição do Grupo We. A nova sede do grupo ocupa 3.800 m² e foi pensada com espaço aberto, áreas de convivência e eventos, salas de reunião e ambientes voltados à troca entre equipes e clientes. Ao propmark, Fábio Rosinholi, co-CEO do Grupo We, afirma que a agência investiu “em um espaço físico e aspiracional” como parte da construção de estrutura própria.

O grupo, que reúne empresas como We, IDK, Content Club e area51, incorporou, em novembro de 2025, a LVL em uma única operação de publicidade. Segundo comunicado da organização, a movimentação deixou a nova estrutura com mais de 300 profissionais e mais de R$ 1 bilhão em volume de mídia. O dado se reflete no ranking do Cenp-Meios 2025, que mede o investimento em mídia das agências participantes do painel. Na lista nacional, a We aparece na 18ª posição.

Para Beto Campos, também co-CEO do grupo, esse tipo de investimento não contraria a independência. Ao contrário, aparece como forma de dar escala a um grupo nacional sem reproduzir, necessariamente, a lógica das holdings internacionais. “Em pouco tempo, desenvolvemos metodologias, ferramentas e estruturas extremamente robustas que têm apoiado o nosso negócio e acelerado o crescimento e a geração de valor para os nossos clientes.”

ECOSSISTEMA
Na visão dos co-CEOs, o caminho não é concentrar todas as especialidades dentro de uma única empresa, mas organizar um ecossistema capaz de responder a diferentes demandas dos clientes.

“Em vez de tentar fazer tudo dentro de uma única empresa, é possível criar um ecossistema para atender a todas as demandas, gerando no cliente uma percepção de proposta integrada. Esse modelo preserva culturas empreendedoras e evita que a organização se torne excessivamente burocrática”, explica Rosinholi. Na prática, Campos revela: “No Grupo We, atuamos com alguns clientes neste formato: diversificando as especialidades entre as empresas, entregando uma proposta de valor mais completa e eficiente para o cliente dentro de casa.”

A diferença em relação às multinacionais, para os líderes, não está na falta de estrutura, mas no modelo de combinação entre governança, tecnologia, talentos e leitura local. Para eles, um grupo nacional consegue construir musculatura quando mantém investimento contínuo e proximidade com o contexto brasileiro.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 03 de agosto.

Vitor Kadooka
Vitor Kadooka
Repórter
vitor@propmark.com.br

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