publicidade

Spotify evolui de aplicativo de música a ecossistema audiovisual em 20 anos

Com mais de 750 milhões de usuários, plataforma amplia oferta publicitária e aposta em dados para conectar marcas, artistas e fãs
Perfis de marcas como KitKat, Burguer King, ChatGPT e Duolingo fizeram publicações em suas redes sociais para celebrar o logo especial de 20 anos do Spotify | Imagem: Divulgação

Em 1860, o inventor francês Édouard-Léon Scott de Martinville decidiu encarar o desafio de ‘imitar’ o ouvido humano. O experimento resultou no registro de ‘Au clair de la lune’, apontado pela Faculdade de Engenharia da Universidade de Houston como a primeira canção gravada da história, embora ainda não pudesse ser reproduzida.

A evolução veio com fonógrafo, gramofones, rádios, discos de vinil, CDs, aparelhos walkman e tocadores de MP3, que abriram o caminho da indústria até a chegada das plataformas
de streaming.

O Spotify é um dos responsáveis por esse avanço. Criada em 2006, a plataforma completa 20 anos com mais de 750 milhões de usuários, incluindo 300 milhões de assinantes em 184 mercados. Hoje, reúne música, podcasts, clipes e letras, definindo-se como “o serviço de streaming de áudio por assinatura mais popular do mundo”.

Primeiros acordes
O Spotify surgiu em Rågsved, subúrbio de Estocolmo, na Suécia, a partir da parceria entre Daniel Ek e Martin Lorentzon. Ambos se conheceram cerca de um ano antes, e passaram a se reunir no apartamento de Ek para discutir possibilidades de negócios. Ek trabalhava na desenvolvedora de jogos Stardoll, enquanto Lorentzon atuava na área de marketing digital.

Na época, a pirataria pressionava a indústria fonográfica e estimulava a busca por novas formas de distribuição de música. Apresentado como uma alternativa a esse cenário, o projeto recebeu US$ 21 milhões de diferentes fundos e iniciou negociações com as gravadoras.

Em entrevista ao For the Record, portal de notícias da companhia, Lauren Solomon, diretora sênior de marca global do Spotify, relembrou que os fundadores estavam em cômodos separados e gritavam sugestões, até que em determinado momento, Ek entendeu uma das palavras mencionadas como Spotify e gostou da ideia.

Curiosamente, o significado foi elaborado posteriormente. Segundo Nicole Burrow, vice-presidente de design de produto do Spotify, os próprios usuários ajudaram a associar o nome à combinação das palavras inglesas “spot” e “identify”, relacionadas à ideia de localizar e reconhecer algo.

“Quando o Spotify foi lançado, nosso principal concorrente não era outra plataforma de streaming, mas a pirataria. O desafio era oferecer às pessoas uma alternativa melhor, tornando o acesso à música instantâneo, fácil e fluido, e mostrando que uma ótima experiência poderia transformar a forma como as pessoas escutavam música em escala global”, comenta Ellen Rocha, marketing lead do Spotify Brasil.

No início, a modalidade gratuita podia ser acessada somente por meio de convites, enquanto a assinatura permanecia disponível para qualquer interessado. A restrição buscava criar expectativa em torno do serviço e estimular os usuários a convidarem amigos.

Expansão
O Reino Unido foi o primeiro mercado a liberar o cadastro gratuito, em 2009, mesmo ano em que o Spotify ganhou uma versão para iOS. Em agosto, uma publicação de Mark Zuckerberg no Facebook elogiando o então pouco conhecido serviço também ajudou a ampliar sua visibilidade. No ano seguinte, o Spotify alcançou a marca de dez milhões de músicas em seu catálogo e avançou para França, Finlândia, Países Baixos, Noruega e Espanha.

A chegada aos Estados Unidos ocorreu em seguida e marcou a primeira expansão da plataforma fora da Europa. Em 2011, a integração com o Facebook permitiu que os usuários compartilhassem as canções ouvidas. Já em 2012, o Spotify lançou versões para navegador e Android, ampliando o acesso ao serviço. A modalidade gratuita permitia somente dez horas de reprodução por mês, além de limitar a cinco o número de vezes que uma mesma música poderia ser ouvida – as restrições foram retiradas em 2014, quando os anúncios passaram a sustentar o acesso gratuito.

Outra mudança ocorreu em 2013, com a ampliação do aplicativo para usuários não assinantes. Antes disso, a experiência nos dispositivos móveis era restrita ao Spotify Radio e não oferecia acesso completo às páginas de artistas e álbuns.

No mesmo ano, a companhia encerrou a possibilidade de comprar e baixar músicas individualmente e o download passou a funcionar dentro do aplicativo, permitindo ouvir conteúdos offline sem receber arquivos em formatos externos.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 07 de setembro.

Bruna Nunes
Bruna Nunes
Repórter
bruna@propmark.com.br

publicidade

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

publicidade

publicidade

Inscreva-se para receber as últimas atualizações

Fique por dentro das novidades do mercado publicitário