Ter mobilidade é tudo hoje. As pessoas passaram a valorizar ainda mais a capacidade de se locomover de um ponto para o outro após a pandemia da Covid-19. Mesmo que tenhamos vivido o lockdown por um período e pareça já tão distante (nem tanto assim, são apenas cerca de cinco anos), ele foi real e trouxe transformações nos hábitos de consumo e comportamento até hoje.
Não à toa, após a restrição de circulação dos cidadãos imposta por governos no mundo e, obviamente, depois do controle total do coronavírus, os consumidores passaram a ter mais atividades ao ar livre e simplesmente a lotar os eventos.
Vivemos, ao mesmo tempo, a era da experiência ao vivo e a era da mobilidade. Não que antes não tínhamos mobilidade, mas nunca tivemos tantas opções de locomoção como agora. Nesse contexto, a mídia out of home é a que mais se insere no cenário, abrindo cada vez mais novas oportunidades para a publicidade.
E o OOH é muito amplo. Tudo pode ser mídia: desde carros de aplicativos, ônibus, metrôs, bicicletas, academias, praias, terminais até aeroportos. E, mais do que explorar os pontos de contato outdoor com o consumidor, o mercado publicitário tem nas mãos dados valiosos que essa mobilidade gera para as marcas.
Afinal, todo trajeto, seja de carro, ônibus ou até mesmo a pé, revela hábitos, escolhas e intenções de consumo. E, à medida que a mobilidade se torna mais convergente, os espaços também ganham novas funções: transformam-se em ambientes de mídia, comércio e relacionamento entre consumidores e marcas.
O Especial Mobilidade desta edição mostra que, para a publicidade, essa mudança abre uma fronteira estratégica. Dados de deslocamento ajudam empresas a entender não apenas onde o consumidor está, mas quando está mais receptivo a uma mensagem. O avanço de tecnologias, geolocalização e IA vem na esteira, ampliando as possibilidades de segmentação e personalização. A força do out of home é grande. Hoje, muitas vezes, é a primeira opção de mídia num plano de marca, por uma questão de pertinência mesmo.
Outro ponto a favor da mídia OOH é que as campanhas ali veiculadas não interrompem nada do que o consumidor esteja fazendo. Ao contrário, servem, por exemplo, como distração para quem está parado no trânsito e até mesmo como antídoto ao breu noturno.
Selo seguro
Outro destaque desta edição é a matéria sobre o lançamento do Selo Drink Seguro pela Diageo. A tecnologia permite ao consumidor verificar a procedência das bebidas em segundos. O lançamento fez barulho no mercado e foi muito bem recebido, uma vez que é uma preocupação dos consumidores saber a origem das garrafas após os episódios de intoxicação por metanol registrados no país no ano passado.
Fazendo um link com o tópico acima, cabe agora à Diageo usar e abusar da mídia OOH dentro de bares e casas noturnas e também nas suas proximidades, para que os frequentadores se habituem a checar este novo selo nas garrafas de bebidas.
Eventos de conteúdo raso
O propmark recebe com frequência observações de interlocutores de como os eventos do mercado de marketing e publicidade estão saturados, repetindo as mesmas fórmulas e com conteúdo raso. Há vários pedidos para que este jornal retome os eventos ao seu calendário anual. Tradição é tradição.
Vale lembrar aos leitores que o Prêmio Colunistas é de propriedade deste veículo e que em breve serão revelados os vencedores da regional São Paulo e do Brasil.




