Prestes a completar 20 anos e com um DNA forte de tecnologia e design, o Brivia Group reúne hoje oito empresas, entre agências de publicidade, como a Heads e a Dez, e especializadas em CRM, BI e mídia de performance. Com uma estratégia de M&A agressiva, adquiriu uma série de empresas nos últimos anos para “unir competências e responder à necessidade do cliente”, diz o CEO Marcio Coelho. Em 2025, o grupo faturou R$150 milhões e tinha projeção de fechar o ano com R$190 milhões, subindo para R$ 250 milhões devido às últimas aquisições. Entre os principais clientes, atende Mercado Livre, Pão de Açúcar, Honda, Adidas, Azul e BNDES. Na entrevista a seguir, o executivo fala sobre a evolução do negócio e das plataformas proprietárias de IA, uma de suas prioridades. Tanto que planeja investir R$ 40 milhões em tecnologia nos próximos três anos.
Conte um pouco sobre a origem do Brivia Group. Quando e como começou?
Acho que é bom falar disso até porque a gente está vivendo um momento muito hypado por tecnologia. Nós somos um grupo que sempre buscou ter muita consistência naquilo que faz. São 20 anos de uma história com o drive de tecnologia. O Brivia Group surgiu quando a internet se torna de fato uma ferramenta dos negócios. Nasceu em 2007 formalmente, então faz 20 anos em 2027, a partir da fusão de cinco pequenas empresas de design e tecnologia, que se uniram para criar soluções para digital. Para ajudar as empresas a irem para a internet. A gente nasce de uma origem de design e tecnologia.
Com soluções voltadas para o marketing digital?
É um marketing digital com uma pegada bem de tecnologia e design. Na época, fazíamos portais, sistemas para web e já ajudávamos os nossos clientes a se relacionarem com os seus públicos através de canais digitais. A sequência disso, nós todos acompanhamos, foi uma brutal transformação da maneira como as marcas se relacionam com as pessoas através de plataformas digitais. Com as redes sociais, o grupo começa a avançar também para a área de conteúdo. Em determinado momento a gente sentiu necessidade de nacionalizar a operação e foi quando vendemos o controle temporário. Durante alguns anos, a Brivia foi controlada por um grupo de design nacional e mergulhamos no mundo de design. A nossa competência de design cresceu muito e a partir daí passamos a nortear tudo que fazemos pela lógica de design de experiência. O nosso olhar na construção de valor para os nossos clientes é um olhar de construção de marca a partir de uma lógica de experiência guiada por tecnologia. A nossa cabeça sempre foi de trazer tecnologia para o design, o marketing e a publicidade. A Brivia é vista pelos seus colaboradores e mesmo pelos seus clientes em janelas de tempo.
E quando você começou a colocar mais o pé na publicidade? Por que surgiu essa necessidade?
Eu diria que há uns oito anos. Desde a origem da Brivia, o objetivo era unir competências para resolver um problema completo do cliente. À medida que o negócio avança para plataformas, para redes sociais, para conteúdo, ele começa a trazer o viés publicitário. A gente entende que juntar essas competências é importante. E precisávamos da competência de publicidade. Aí nasce também a nossa estratégia de M&A (Mergers and Acquisitions), de aquisições. Para acelerar o nosso processo de responder à necessidade do cliente, adquirimos uma agência de publicidade, a Dez Propaganda, no Rio Grande do Sul. A Dez foi a primeira aquisição de agência. Depois compramos a A2C, de Santa Catarina (em 2019), agência digital mais ligada à performance. Em seguida, veio a aquisição da Heads Propaganda (em 2022) e, mais recentemente, a Peppery (2023), e agora, por fim, compramos a Pravy (consultoria de CX, incorporada em dezembro de 2025), a Elementar Digital (especializada em mídia de performance) e a SR Consulting (empresa de soluções de Salesforce) – ambas em julho deste ano.
E como é a publicidade dentro do grupo?
A gente faz publicidade sempre com um pensamento muito guiado por dados, porque a nossa origem é essa, de pensar estruturalmente. Mais do que isso, quando a Brivia avança para essa lógica de pensar a publicidade como complementar, passamos a entender a nossa oferta e o nosso valor para o cliente como uma power house, ou seja, uma one stop shop para o CMO.
Esse é o posicionamento, de power house?
O nosso posicionamento é de um ecossistema de solução para o CMO, de solução para as marcas. Uma power house, com soluções end to end para o executivo de marketing, olhando desde a necessidade dele de posicionamento até o delivery tecnológico na ponta. Essa cadeia de valor é bastante quebrada no mercado, o cliente foi buscando ao longo do tempo os especialistas. A gente buscou ir complementando a nossa oferta para ter dentro de casa uma série de ferramentas. E a publicidade vem como uma dessas ferramentas importantes, bem como o CRM, por exemplo. A gente sempre buscou orquestrar os recursos para o cliente para que ele tenha o melhor resultado para o negócio dele.
Como isso se materializa no dia a dia?
A Brivia sempre foi uma empresa sistematicamente muito organizada, tecnologicamente organizada. Os nossos trabalhos, mesmo os nossos trabalhos publicitários, têm uma ancoragem tecnológica importante, como ferramentas de análise de dados para mídia etc. Usamos para nosso consumo interno muita ferramenta tecnológica que fomos desenvolvendo, implementando para fazer com que o nosso trabalho fosse mais eficiente. Ferramentas proprietárias mesmo.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 28 de setembro.




