Pedro Araújo, CCO da DPZ, afirma que é indispensável entender os recursos do cliente, conectar os parceiros certos e garantir coerência
Com formação múltipla em estúdios criativos de diferentes portes, Pedro Araújo, CCO da DPZ, garante que ter construído a base de sua carreira no fazer criativo contribuiu para uma gestão mais atenta aos processos, inclusive aos detalhes. “Fui aprendendo a olhar mais para a estratégia e o negócio com o tempo, mas minha formação é de quem escreve, de quem cria. Ter passado muitos anos criando antes de liderar foi importante. As equipes criativas percebem quando o líder entende o trabalho e se importa com a qualidade dele”, ressalta ele.
Com um perfil proativo, Araújo afirma que prefere antecipar movimentos a reagir a eles. Para o executivo, a relação entre empresas e agências está em constante evolução, com clientes buscando parceiros que entendam seus desafios de negócio e entreguem soluções mais simples — ainda que o contexto torne o trabalho mais complexo.

“Foi essa busca por simplicidade e agilidade que alimentou o boom das agências independentes a partir de meados da década passada, com clientes trocando grandes estruturas por operações mais leves e próximas. E depois veio o movimento inverso: marcas querendo reunir tudo num único parceiro, buscando coerência e escala. Os dois movimentos parecem opostos, mas nascem da mesma necessidade: ter do lado alguém que resolva, não que complique. Cada mudança na minha carreira foi, de alguma forma, uma tentativa de me posicionar antes desses movimentos se consolidarem.”
Leia a íntegra da entrevista na edição impressa do dia 06 de abril.