Com mais de 60 anos de história, Propeg cobra coragem do mercado

Em leitura da indústria, Vitor Barros, CEO da agência, afirma que a aglutinação em grandes grupos provoca perda de identidade
Vitor Barros, CEO da Propeg: relacionamento depende de confiança | Imagem: Divulgação

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Independente há mais de 60 anos, a Propeg encontrou sua maneira de equilibrar autonomia e acesso a repertório internacional. Vitor Barros, CEO da Propeg, resume: “Independência local, colaboração global”. Por meio da participação na WPI, rede internacional que reúne cem agências independentes em 50 mercados, a agência, segundo Barros, mostra que a independência não a afasta de tendências, inovação e zeitgeist.

O CEO traça uma relação direta de causa e consequência: “Relacionamento depende de confiança. E confiança depende de entrega. Não depende de rede, não depende de tecnologia, não depende de ferramenta, não depende de escritórios na Madison Avenue ou no South Bank, em Londres”.

O executivo também associa a independência à maior possibilidade de escolhas. “Em vez de se adaptar a plataformas que falam inglês ou mandarim”. Segundo ele, “independência não cobra overheads de estruturas obscuras ou distantes”.

Barros também formula uma crítica ao mercado publicitário. Na leitura dele, o setor foi historicamente construído por grandes talentos que transformaram suas agências em grifes criativas. Ele desenvolve: “Pouco a pouco, essas agências foram sendo integradas em grupos, constituindo houses of brands que competiam entre si, compartilhando estruturas, mas conservando autonomia e personalidade. De uns anos para cá, no entanto, atendendo a pressões de investidores, esses conglomerados foram paulatinamente encerrando as atividades dessas grandes marcas e congregando suas operações no
melhor estilo ‘casa de ferreiro, espeto de pau’”.

As consequências, segundo ele, são evidentes: perda de identidade, padronização das entregas com visíveis prejuízos criativos e estratégicos para os clientes. Apesar da trajetória de mais de seis décadas, Barros fala que a história da Propeg não garante o seu futuro. A experiência ajuda, mas precisa ser acompanhada de mudança. Nos últimos anos, segundo o executivo, a agência fez uma escolha clara por investir em gente. “A chegada da consultoria de Fábio Fernandes e o fortalecimento da nossa operação em São Paulo fazem parte desse movimento. Mais do que contratar bons nomes, queríamos reunir pessoas que compartilhassem a ambição de construir uma Propeg ainda mais criativa.”

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 03 de agosto.

Vitor Kadooka
Vitor Kadooka
Repórter
vitor@propmark.com.br

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