Druid entende a especialização como uma das principais vantagens das indies

Com escritórios em São Paulo, Cidade do México e Miami, agência aposta em comunidades de games, tecnologia e entretenimento
Claudio Lima, CEO da Druid: realmente fazemos parte do que estamos comunicando | Imagem: Divulgação

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Com origem brasileira, a Druid Creative Gaming hoje conta com três escritórios em países diferentes: São Paulo, onde iniciou a operação; Cidade do México, no México; e Miami, nos Estados Unidos. Com foco em comunidades e em territórios como games, tecnologia e entretenimento, a agência usa a especialização como parte central do seu posicionamento no mercado de independentes.

Para Claudio Lima, CEO da Druid, esse recorte permite uma atuação mais difícil de ser replicada. “Uma característica marcante das grandes agências é que elas são generalistas, tentam fazer de tudo. No nosso caso, conseguimos focar em um assunto específico e ter muito mais especialistas dentro da equipe. Isso nos dá mais autoridade para falar sobre aquele tema, porque realmente fazemos parte do que estamos comunicando.”

Esse entendimento de comunidade é visto no case ‘Snack time’, criado para Seara em parceria com a Netflix. Inaugurada na Comic Con Experience 2025, a ativação partia de uma situação comum entre jogadores: comer sem pausar o game. A Druid transformou o poder da mente em controle real de personagens na tela, deixando as mãos livres para outras atividades, como provar os snacks da marca. A experiência foi apresentada em um ambiente criado para o estande da Seara, com estética geek e atmosfera de laboratório secreto, em referência à linha Netflix Stranger Things da marca.

No caso da Druid, o caráter independente significa menos uma oposição às holdings e mais uma possibilidade de aprofundamento. A agência não tenta ocupar todos os territórios de comunicação. É a partir desse ponto que Lima reconhece também os limites do modelo.

Para ele, ainda existe uma dificuldade de tamanho. Parte dos clientes multinacionais espera que uma agência independente tenha as mesmas ferramentas, conexões e histórico dos grandes grupos. “E a gente não tem. Nesses aspectos mais estruturais é mais complicado competir, mas a gente se destaca em outros pontos.”

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 03 de agosto.

Vitor Kadooka
Vitor Kadooka
Repórter
vitor@propmark.com.br

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