O câncer de mama deve registrar mais de 78 mil novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença é a principal causa de morte por câncer entre mulheres brasileiras e tem uma taxa ajustada de incidência estimada em 42,50 casos por 100 mil mulheres. Diante desse cenário, o Instituto Protea lança a campanha nacional “A Espera”, criada pela AlmapBBDO, para chamar atenção para um dos principais obstáculos à cura: o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada oito mulheres desenvolverá câncer de mama ao longo da vida. No Brasil, porém, a espera pelo atendimento pode agravar ainda mais o impacto da doença. Um estudo realizado pelo Departamento de Pesquisa da Abrale, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e publicado no ano passado, aponta que o período de espera pelo início do tratamento pode ultrapassar 200 dias.
É justamente essa realidade que “A Espera” coloca no centro da narrativa. Primeiro trabalho da parceria entre o Instituto Protea e a AlmapBBDO, a campanha explora a relação entre pacientes com câncer de mama e o tempo necessário para conseguir acesso ao tratamento.
Produzido pela Paranoid e narrado por Ana Furtado, conselheira e embaixadora do Instituto Protea que também enfrentou a doença, o filme dá protagonismo a mulheres reais que vivenciaram ou ainda enfrentam a espera pelo tratamento. A campanha inverte a lógica cotidiana de quem tenta reduzir ao máximo o tempo de espera: para uma paciente com câncer, cada dia pode representar uma ameaça. A mensagem central é direta: o câncer de mama não espera. Por isso, a campanha reforça o conceito “Não dê tempo ao câncer”, levando ao público a urgência de acelerar o diagnóstico e o início do tratamento.
“Para quem tem câncer, esperar é angustiante e pode ser decisivo. O câncer não espera. Precisamos garantir que toda mulher tenha acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento que precisa, no momento certo. É para transformar essa triste realidade que o Protea existe, e queremos sensibilizar a sociedade e mobilizar novos parceiros para ampliar esse impacto em todo o Brasil”, afirma Nira Cará, diretora executiva do Instituto Protea.
“Esta campanha exigiu um olhar de extrema sensibilidade, mas também de urgência. Mostrar o tempo do ponto de vista das mulheres que estão esperando tratamento era essencial para sensibilizar as pessoas e ajudar o Instituto Protea a aumentar as chances de cura de milhares de mulheres”, destaca Ana Novis, diretora de criação da AlmapBBDO.
Atuação do Instituto Protea
Fundado pela economista Gabriella Antici, que enfrentou e superou o câncer de mama duas vezes graças ao diagnóstico precoce e ao tratamento imediato, o Instituto Protea surgiu com o objetivo de combater a desigualdade no acesso à saúde. A organização busca garantir a mulheres de diferentes condições socioeconômicas a mesma oportunidade de diagnóstico e tratamento que permitiu a recuperação de sua fundadora.
O Protea atua em diferentes etapas da jornada da paciente, com projetos voltados à detecção precoce, implementação de linhas de cuidado, formação de profissionais de saúde e aceleração de encaminhamentos. A instituição também financia tratamentos como cirurgias, quimioterapia e radioterapia.
Até o momento, o Instituto afirma ter garantido o tratamento completo de mais de 2.542 mulheres, além de custear mais de 40 mil sessões de quimioterapia e 70 mil de radioterapia.
A organização também mantém um projeto de pesquisa que utiliza inteligência artificial para o rastreamento do câncer de mama. A tecnologia, baseada em um algoritmo desenvolvido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), é capaz de estimar o risco de desenvolvimento da doença até cinco anos antes de alterações identificáveis na mamografia.
O algoritmo foi validado no Hospital de Amor, em Barretos (SP), e está em processo de implementação no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo. A meta do Protea é ampliar o acesso à tecnologia para outras regiões do país e contribuir para que o diagnóstico seja realizado cada vez mais cedo.




