Na Euphoria, independência abre espaço para testar novas teses de mercado

Caio Del Manto, cofundador da empresa, aponta liberdade intelectual e flexibilidade de modelo como diferenciais das independentes
Caio Del Manto, cofundador da Euphoria Creative: “Nossos clientes estão conosco porque querem e não por um alinhamento global” | Imagem: Divulgação

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Na Euphoria Creative, a independência é vista menos como uma classificação de mercado e mais como espaço para experimentação. Para Caio Del Manto, cofundador da agência, o modelo permite que operações desenvolvam metodologias próprias, ajustadas às mudanças do mercado local e aos desafios de cada cliente. Para a Euphoria, a independência se sustenta como possibilidade de construir um pensamento novo para o mercado.

Entre os diferenciais das independentes, Del Manto destaca cinco frentes: liberdade intelectual, flexibilidade de modelo de negócio, compromisso com o negócio local do cliente, amplitude de disciplinas e velocidade de mudança.

Sobre o primeiro ponto, o argumento se sustenta na lógica de que as independentes não nasceram de fusões globais nem respondem a interesses de grupos financeiros. “Isso dá a elas liberdade intelectual para um pensamento de inovação local”, avalia.

O compromisso com o negócio local também aparece como vantagem. Para o cofundador da Euphoria, a independência permite uma relação menos determinada por contratos globais e mais conectada ao esforço de construir relevância no próprio mercado. “Sempre falamos que nossos clientes estão conosco porque querem e não por um alinhamento global. Inclusive, muitos deles têm agências globais em vários países, mas estão com a gente aqui na América Latina.”

Ao mesmo tempo, esse modelo não elimina a pressão por eficiência. O cofundador afirma que clientes têm cobrado cada vez mais racionalidade financeira, enquanto prazos mais longos de pagamento, investimento em tecnologia própria e disputa por talentos desafiam a balança comercial. “Tudo isso vai minando a capacidade de novas agências independentes surgirem, o que significa que vamos perdendo a oportunidade de novas teses de inovação para o mercado”, ressalta o cofundador da Euphoria.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 03 de agosto.

Vitor Kadooka
Vitor Kadooka
Repórter
vitor@propmark.com.br

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