O baile está acabando.
Tudo está se definindo.
Os vitoriosos vão se abraçar, comemorar, brindar, dividir os louros da vitória.
Os derrotados vão procurar explicações.
E, na maioria das vezes, vão procurar um culpado.
É aí que você, meu amigo do marketing, entra.
Você foi flexível, educado.
Ouviu o palpite do assessor.
Da mulher e da filha do candidato, que se achavam influencers.
Do aliado importante.
Do amigo incompetente que “entende de política”, mas nunca comandou uma campanha.
Você foi simpático. Cedeu. Adaptou. Aceitou.
Todo mundo ficou feliz porque você “ouviu”.
O problema é que, no final, é o seu que vai estar na reta.
Quem jurou que determinada decisão era “a certa” não vai aparecer depois para dividir o peso do erro.
Na vitória, muita gente é pai.
Na derrota, quase todo mundo vira comentarista.
Se conselho fosse bom, eu venderia.
Mas aqui vai um que aprendi nessa eleição:
Seja mais chato.
Seja mais impertinente.
Ouça todo mundo.
Considere.
Questione.
Mas, no final, faça aquilo em que você acredita.
E tem uma regra ainda mais importante:
Se você entrou numa campanha e não estão permitindo que você faça o trabalho em que acredita, saia imediatamente da campanha.
Porque ficar, ceder e depois carregar sozinho uma derrota que não representa as suas decisões é o pior dos mundos.
No fim da campanha, ninguém vai lembrar de quantas vezes você foi flexível.
Vão lembrar do resultado.
Do resultado que todo mundo ajudou a construir, mas cuja culpa, vai ser só sua.
Meus parabéns.




