Sempre defendi que marketing não é centro de custo. Tampouco se resume a marca, comunicação ou campanhas. Em um ambiente de negócios cada vez mais complexo, o marketing precisa estar conectado à estratégia, ao crescimento e à geração de valor. Precisa ajudar a empresa a entender o consumidor, antecipar mudanças, construir relevância e tomar melhores decisões.
É a partir dessa visão que recebo o desafio de assumir a posição de 1º vice-presidente da diretoria nacional da ABA, ao lado de Nelcina Tropardi, presidente da diretoria da entidade, e de toda a liderança que vem construindo essa agenda.
Minha relação com a ABA não começa agora. Já tive a oportunidade de contribuir com a entidade como diretor numa gestão passada e, este ano, retornei como conselheiro eleito, assumindo agora o posto de 1º VP. Acompanho de perto a importância e relevância que a ABA vem tendo a cada ano, como um espaço que reúne anunciantes para discutir os desafios do mercado, compartilhar conhecimento, defender boas práticas e construir, de forma coletiva, caminhos para a evolução do marketing brasileiro.
A história da ABA se conecta diretamente com a construção de um ambiente de negócios mais preparado para as transformações que já estamos vivendo. E tem uma característica que considero fundamental: a entidade não olha para o marketing de forma isolada. Sua atuação conecta temas como inovação, tecnologia, reputação, sustentabilidade, diversidade, proteção de dados, autorregulamentação, liberdade de expressão e marketing responsável. São agendas que impactam diretamente as empresas e que exigem diálogo, conhecimento e construção conjunta.
É nesse contexto que a Plataforma ABA 2030, lançada este ano, ganha uma importância especial. Mais do que um plano para os próximos anos, ela organiza uma agenda estratégica para antecipar tendências, ampliar debates e preparar os anunciantes para as transformações que estão redesenhando marketing, comunicação, publicidade e negócios.
Inteligência artificial, agentes de IA, novos modelos de mídia, retail media, creator economy, mudanças no comportamento do consumidor e mercados emergentes são apenas algumas das questões que já estão colocando novas perguntas para as empresas. A plataforma reconhece essa realidade e propõe que a ABA esteja não apenas acompanhando essas mudanças, mas ajudando o mercado a compreendê-las e a se preparar para elas.
Essa agenda conversa diretamente com aquilo em que acredito. O marketing precisa estar cada vez mais próximo do negócio, participando das decisões que movem crescimento, inovação e transformação. Ao mesmo tempo, precisa preservar aquilo que sustenta relações de longo prazo: confiança, responsabilidade, ética e relevância.
Acreditamos que os desafios que temos pela frente não serão resolvidos individualmente. É pela colaboração e pela troca de experiências que podemos construir um setor mais moderno, inovador e preparado para o futuro.
Seguiremos representando e defendendo os interesses dos anunciantes e as principais bandeiras que orientam a atuação da ABA: autorregulamentação, liberdade de expressão e marketing responsável, movidos pelo propósito de “Mobilizar o marketing para transformar os negócios e a sociedade”.
É com esse espírito que assumo essa nova responsabilidade na ABA e sigo animado para construir, junto com toda a comunidade de anunciantes, os próximos capítulos dessa história.




