O segundo turno tá chegando e com ele muito mais que uma eleição de presidente.
Seu voto não vai definir apenas quem comandará o Brasil pelos próximos quatro anos.
Mas vai também quem terá o poder de redesenhar o Supremo Tribunal Federal.
Hoje, quatro ministros em atividade foram indicados por Lula: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Dois foram indicados por Bolsonaro: Nunes Marques e André Mendonça.
Mas olhar apenas para quem indicou cada ministro é pouco.
É preciso olhar como as maiorias se formam nas grandes votações do Supremo.
É ali, no placar, que se mede o verdadeiro peso de uma composição.
E a eleição de 2026 pode alterar profundamente esse equilíbrio.
Entre 2028 e 2030, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes terão que se aposentar.
Ou seja: o próximo presidente poderá indicar quase um terço da Corte.
Três cadeiras capazes de alterar a formação das maiorias em julgamentos que envolvem o Congresso, o governo, eleições, liberdade de expressão, investigações, economia e os limites entre os Poderes.
E isso acontece especialmente com os desdobramentos do caso Banco Master, que colocam em xeque as instituições brasileiras, com as ligações entre política, poder econômico e Judiciário novamente no centro das discussões.
Por isso, 2026 não é apenas uma disputa pela Presidência.
É também uma disputa por quem terá o poder de mudar o equilíbrio do Supremo por décadas.




