Stalimir Vieira
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Um governo sem briefing e sem criativos
Ao longo da carreira, chutaria que uns 30% dos jobs que tive de resolver não tinham um briefing. Quem é do ramo, não haverá de estranhar dado tão expressivo. Para nós, criativos, faz parte do rol de obrigações a que devemos cumprir, desenrolar esse tipo de pepino. Um briefing bem
Uma estressante preguiça
Recentemente, um profissional de criação me contou que anda estressado com o nível da pressão que vem sofrendo na agência; o que, no entanto, mais o incomoda é ver que o resultado do trabalho, no fim, fica uma merda, e ninguém se importa com isso. Não é curioso? Provavelmente, nunca
Propaganda no “modo Bozo”
Criativos das boas agências odiavam marketing direto, atividade que servia como uma luva a quem não conseguisse brilhar na mídia convencional. Causava-nos particular incômodo o princípio da coisa, que negava o cerne da publicidade – fazer com que consumidores se sentissem prestigiados na adoção das marcas, pelo reconhecimento público que elas
Intervalo comercial
Muita coisa mudou na publicidade, mas o intervalo comercial de 2021 do Jornal Nacional é exatamente o mesmo de décadas atrás: um espaço em que as marcas buscam sustentar a atenção de telespectadores, através de uma combinação de som e imagem que seja surpreendente, agradável e mobilizadora. Por isso, essa
Imunizando a mente
Terminei de ler O homem despertado, do filósofo Roberto Mangabeira Unger. Diferentemente do filosofeiro Olavo de Carvalho, Unger é um sujeito sério. O livro é difícil, para leitores de cultura mediana, como eu. Enquanto o negacionista, guru da família Bolsonaro, prega o conservadorismo e o retrocesso, Unger é “um visionário
Sugestões de vacinas para 2021
Enquanto não somos vacinados contra a Covid-19, poderíamos adiantar outras vacinas que seriam muito bem-vindas em 2021. Vacinas contra o preconceito, a soberba, a presunção, a prepotência, o mau humor, a arrogância, o mau gosto, a grosseria, a indiferença, o egoísmo, a insensibilidade, o sadismo, o mau-caratismo, a desonestidade, o
Pelo direito de não atualizar
Houve um tempo em que conhecíamos todos os taxistas do ponto da esquina pelo nome. Bem como o açougueiro, o sapateiro e o guarda-noturno. Eles, e outros, compunham a identidade do lugar em que vivíamos. Travávamos com cada um diálogos em que circulavam informações do interesse da comunidade. Essas conversas