Stalimir Vieira
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A vingança do Olavo
Crédito: Unsplash Há quase dois anos, o Brasil abandonou o respeito à forma na comunicação oficial. E vive entregue a uma absurda improvisação. As idas diárias do presidente ao cercadinho que abriga exemplares exóticos da população, seus apoiadores, para intercambiar com eles simploriedades desprovidas de senso de realidade são um
A mídia na era do oito
Foi trabalhando na Paraíba, lá no comecinho dos anos 2000, que escutei a expressão pela primeira vez. Saiu da boca do governador do estado que, incomodado com as idas e vindas do interlocutor, interrompeu a conversa com seu forte sotaque nordestino: “ocê tá fazendo o ôitio”. Mais tarde, escutaria a
SUS, o case
Crédito: Pixaby Até dezembro de 2019, o SUS (Sistema Único de Sáude) era objeto de discussão. Havia muitos que defendiam a tese da sua extinção, por ser economicamente inviável e, uma vez serviço público, estar exposto às mazelas da malversação do dinheiro público e da corrupção. Do ponto de vista
Sentindo na pele
No início de março, fiz o lançamento de um novo negócio, focado em cursos, palestras e mentoria de comunicação. A primeira ação do empreendimento seria um ciclo de palestras de profissionais de comunicação. Convidados confirmados, local definido, evento anunciado, passagens emitidas, hotel reservado, ingressos sendo vendidos e… vem a proibição,
Amadorismo na comunicação
Quando a comunicação governamental deixa de dar relevância ao profissionalismo é o que se vê: uma permanente sensação de se estar vivendo numa casa de doidos. Isso não é novo. Muitos de nós que tivemos a oportunidade de trabalhar com clientes que padeciam do mesmo mal, vivemos essa realidade de
Publicidade e percepção
“Por um país cada vez mais burro!”. Foi nesse tom que o colunista Marcio Erlich abriu sua postagem no Facebook sobre a ação promocional da Bis, que “premia” estudantes com uma caixa de chocolate a cada matéria em que reprove. Seguiram-se dezenas de comentários, alguns no melhor padrão de radicalismo,
Ética, dados e metas
Costumo dizer que ninguém contrata pesquisa quando está tudo bem. Normalmente, a consulta é feita para verificar o tamanho do estrago, provocado por alguma besteira involuntária ou deliberada. Acontece coisa parecida quando se percebe uma grande mobilização do mercado no sentido de corrigir distorções éticas nos negócios. Ela ocorre sempre