Para Rafael Cappelli, sócio da agência, “cultura, creators e narrativa” são a base de lives de grande escala

Com 2025 encerrado, a On The Nose destaca dois projetos que demonstram sua atuação em transmissões ao vivo voltadas tanto à conversão comercial quanto à mobilização social. Ao longo do ano, a agência esteve à frente de iniciativas em formatos de live commerce e social commerce, explorando o engajamento de comunidades em ações para marcas e causas.

Entre os destaques está a Black das Blacks Magalu, idealizada em parceria com a Ogilvy Brasil e o YouTube, que alcançou quase 90 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas de exibição, mantendo-se entre as maiores lives do país. No mesmo período, a agência também assinou a live Fortalece, realizada pelo Podpah em benefício do Unicef, que arrecadou mais de R$ 300 mil em doações ao longo de uma maratona de aproximadamente três horas.

Black das Blacks Magalu

Com mais de cinco horas de transmissão, apresentação de Sabrina Sato e participação de um time de creators, a Black das Blacks apresentou a Galeria Magalu e reuniu conteúdo, experiência e vendas em um formato inspirado em modelos de venda ao vivo popularizados na China, adaptados ao contexto da marca.

Público acompanha live da Black das Blacks Magalu | Imagem: Divulgação

Fortalece (Podpah + Unicef)

Já a live ‘Fortalece’ reuniu influenciadores, artistas do funk e os apresentadores Igão e Mítico em uma mobilização ao vivo que superou R$ 300 mil em doações, com 88 mil visualizações e mais de 61 mil espectadores únicos. A ação integrou um conjunto de iniciativas desenvolvidas pela On The Nose em parceria com o Podpah e o Unicef, com foco no engajamento de comunidades em torno de pautas sociais.

Mítico e Igão apresentam live do projeto 'Fortalece' | Imagem: Divulgação

O projeto também marcou a formalização de Igão e Mítico como Apoiadores de Alto Perfil do Unicef, os primeiros do Brasil, e resultou na seleção da On The Nose, por meio de processo de licitação, para atuar pelos próximos dois anos na comunicação de projetos da organização no país, com foco em arrecadação de recursos.

Estratégia, comunidade e metodologia

Segundo Rafael Cappelli, sócio da On The Nose, os dois projetos partem de objetivos distintos, mas se encontram na centralidade das comunidades.

“Quando olhamos para a Black das Blacks Magalu e para o Fortalece com o Unicef, vemos dois caminhos completamente distintos que se encontram em um mesmo ponto: comunidade. A diferença está no motor que impulsiona essa comunidade. O formato ‘lives’ é apenas o meio, a ferramenta”, afirma.

Rafael Cappelli, sócio da On The Nose | Imagem: Divulgação

O executivo explica que, em ações orientadas à conversão, como a Black das Blacks, a estratégia exige equilíbrio entre entretenimento, cadência comercial e narrativa, apoiados por tecnologia e creators capazes de transformar atenção em venda. Já em iniciativas de mobilização social, como o Fortalece, o foco está no pertencimento, na causa e na criação de emoção e confiança para gerar impacto coletivo.

“O que aprendemos em 2025 é que uma live de grande escala só se torna relevante quando se ancora em três pilares: cultura, creators e narrativa. Quando essa equação é bem resolvida, ela serve tanto para vender quanto para transformar”, diz Cappelli.

Segundo ele, a experiência acumulada ao longo do ano consolidou uma metodologia que une estratégia, tecnologia e conteúdo, e que deve orientar a atuação da agência nos próximos anos.