Para Vinicius Fernandes, da Crispin, o valor da criatividade está menos na execução e mais na capacidade de resolver problemas de negócio
O deslocamento marcou a trajetória de Vinicius Fernandes, diretor de criação da Crispin. Mais do que geográficas, as mudanças moldaram seu repertório e a forma como enxerga o papel da criação dentro da agência. Com passagens por mercados como Salvador, São Paulo, Boston e Nova York, suas experiências consolidaram uma visão menos dependente de formato e mais centrada na capacidade de se manter relevante em diferentes contextos.
Fernandes fala que esse percurso ajudou a desenvolver uma leitura mais atenta ao ambiente e, principalmente, às pessoas. “Ensinou-me a ler bem o ambiente e, principalmente, a buscar insights que sejam verdadeiramente humanos, os que funcionam independentemente do formato, do canal ou do mercado.”
Hoje, à frente da criação na Crispin, o foco se afasta de ideias apenas interessantes e se aproxima daquilo que funciona na prática. “Elas precisam ser relevantes, aplicáveis e capazes de funcionar em diferentes contextos, mantendo consistência e impacto na execução”, diz o criativo.

Ele aponta uma mudança de perspectiva ao deixar de enxergar a criação como entrega e passar a tratá-la como ferramenta. Para Fernandes, essa virada altera não só a forma de construir uma ideia, mas também os critérios de avaliação do que funciona. “E, mais recentemente, passei a entender que a forma de conduzir a criação mudou. Com mais gente participando do processo, o papel do criativo, seja em Nova York ou São Paulo, passa menos por centralizar a execução e mais por definir bem a direção: estabelecer o conceito, os critérios e o território para que diferentes frentes consigam contribuir com autonomia, sem perder consistência de mensagem.”
Leia a íntegra da entrevista na edição impressa do dia 06 de abril.