Juíza federal dos EUA aprova acordo de US$ 1,5 bilhão da Anthropic

Decisão encerra ação coletiva de autores sobre livros baixados dos repositórios LibGen e PiLiMi
Imagem: Cena do filme publicitário ‘Can I get a six pack quickly?’ do chatbot Claude, da Anthrophic

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A juíza Araceli Martínez-Olguín, do Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, aprovou, nesta segunda-feira (20), o acordo de US$ 1,5 bilhão entre a Anthropic e autores que acusaram a empresa de baixar cópias de livros protegidos por direitos autorais para treinar o Claude, seu chatbot de inteligência artificial.

Neste ano, a Anthropic também ganhou destaque no mercado publicitário ao conquistar o Grand Prix de Film no Cannes Lions com ‘A Time and a Place’. Criada pela Mother London, a campanha critica a presença de anúncios nas respostas oferecidas por outras plataformas de inteligência artificial aos usuários.

O acordo cria um fundo de US$ 1,5 bilhão, cerca de R$ 7,6 bilhões, para remunerar autores, editoras e outros titulares de direitos de 482.460 obras. A estimativa é de aproximadamente US$ 3 mil por livro, antes do desconto de honorários e demais despesas.

A ação envolve obras obtidas pela Anthropic nos repositórios LibGen e PiLiMi, bibliotecas que distribuem obras com direitos reservados sem a devida autorização. Segundo o site oficial do acordo, a companhia baixou cerca de 7 milhões de arquivos dessas plataformas.

O acordo cobre as acusações relacionadas ao download e à cópia dos livros. Ele não impede que os autores apresentem novas ações sobre conteúdos gerados pelos modelos de inteligência artificial ou sobre práticas adotadas pela empresa após 25 de agosto de 2025.

A Justiça também aprovou US$ 101,6 milhões em honorários para os advogados responsáveis pela ação. Os pagamentos aos titulares serão realizados após a conclusão de eventuais recursos.

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