O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reúne nesta terça-feira (18) para discutir medidas contra deepfakes, uso de imagens manipuladas com inteligência artificial (IA), nas eleições de 2026.
No dia 4 de outubro, 155 milhões de brasileiros vão às urnas para eleger um novo presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
A tendência é que as regras ganhem rigor diante da possibilidade de confundir os eleitores. Fica cada vez mais difícil distinguir o conteúdo real do mentiroso – como a criação de pessoas.
Pesquisa da Quaest mostra que 73% dos 2.004 brasileiros entrevistados entre os dias 10 e 13 de agosto desaprovam a utilização de IA nas campanhas.
Embora permitido, o uso de IA na propaganda eleitoral deve ser comunicado. Em março, o TSE já havia aprovado regras que proíbem conteúdos nas redes sociais com alteração de imagem e voz no período de 72 horas antes do pleito e 24 horas após a votação. Está vetada também a recomendação de candidatos por provedores de IA a fim de neutralizar a influência dos algoritmos.
Quem for denunciado por conteúdo falso será obrigado a detalhar o processo de desenvolvimento da peça.




