O YouTube realizou, na terça-feira (20), em São Paulo, o YouTube Fair 2026, evento que reuniu marcas, agências, criadores de conteúdo e produtoras para apresentar novos projetos de entretenimento e propriedades intelectuais (IPs) voltados ao mercado publicitário em 2027.
Realizado na Community Creators Academy, o encontro contou com 15 parceiros, entre eles Sofa DGTL, Califórnia Originals, Sony, Play9, Endemol Shine Brasil, Kings League, TNT Sports e Dia TV. Os projetos apresentados abrangem formatos como realities, microdramas, ligas esportivas e iniciativas de live commerce.
As propriedades intelectuais serão comercializadas em conjunto com os parceiros, por meio de estratégias que combinam conteúdo, pacotes de mídia do Google e mensuração de resultados. Segundo Esly Pavia, líder de projetos de conteúdo no Google, a proposta é ampliar o alcance das produções para além da audiência orgânica e oferecer aos anunciantes indicadores de desempenho das iniciativas.
“Comercializaremos esses projetos em conjunto com nossos parceiros, combinando a força do conteúdo com uma estratégia robusta de mídia para amplificar o alcance além do orgânico, além de uma camada de mensuração focada em garantir resultados para os anunciantes. A cocriação é sempre uma premissa dos nossos projetos”, afirma Esly.
A executiva explica que as marcas poderão participar tanto de projetos já estruturados quanto do desenvolvimento de novos formatos. No caso das IPs consolidadas, que possuem identidade e linha editorial definidas, as possibilidades de integração deverão respeitar as características originais de cada produção.
“Para as IPs já consolidadas e apresentadas no evento, que possuem uma linha editorial e uma identidade claras a serem seguidas, ainda há um amplo espaço para cocriação. Isso permite que marcas e agências desenhem integrações personalizadas com os criadores, desde que respeitadas as premissas que preservam a essência do conteúdo”, explica.
Além da apresentação de projetos existentes, o YouTube Fair também pretende estimular o desenvolvimento de novas propriedades intelectuais a partir das conexões entre os participantes. A proposta é permitir que marcas, produtoras e criadores construam formatos alinhados a demandas específicas do mercado.
A estratégia está associada ao conceito ‘Culture Shaping Business’, que orienta a proposta comercial do evento. A abordagem busca conectar a participação das marcas em conversas culturalmente relevantes a objetivos de negócio, utilizando dados e estudos sobre comportamento e cultura como insumos para a criação de conteúdo.
“Culture Shaping Business propõe uma evolução na forma de participar das conversas e histórias, direcionando o foco do buzz social passageiro para uma compreensão cultural. Em uma economia da atenção hipercompetitiva, a estratégia de ancorar a presença das marcas em territórios de relevância funciona como um diferencial de negócio”, explica Esly.
De acordo com a executiva, a iniciativa também prevê o compartilhamento dessas informações com produtoras e criadores, além de anunciantes e agências, para orientar o desenvolvimento dos projetos. A intenção é ampliar a participação das marcas em conteúdos alinhados aos interesses das audiências, sem restringir as ações à busca por repercussão nas redes sociais.
“A grande inovação da abordagem do YouTube Fair é cocriar com todo o ecossistema, compartilhando esse estudo não apenas com anunciantes e agências, mas também com as grandes produtoras e criadores de conteúdo. Ao disponibilizar esses dados e entendimentos culturais como insumos criativos para os parceiros, abrimos caminhos para o desenvolvimento de projetos culturalmente significativos, garantindo que as marcas participem de pautas ainda mais relevantes de forma autêntica”, detalha.



