CCO da Ogilvy, Rafael Donato relaciona sua trajetória à forma como enxerga a criação, escanteando formatos e mais orientada por conceito
Rafael Donato, CCO da Ogilvy Brasil, começou a sua carreira em Los Angeles, nos Estados Unidos, no momento em que o mercado se concentrava na criação de banners, nos idos da década de 1990 - quando “o e-commerce ainda engatinhava”.
Posteriormente, já em Londres, a experiência na Miami Ad School imprimiu uma virada mais estrutural na forma de pensar da criação. “Foi ali que minha cabeça realmente explodiu. Tive o privilégio de aprender o jeito inglês de criar: rabiscando centenas de conceitos, desenhando roughs em folhas de caderno e passando por incontáveis reviews criativos.”
O contato com uma publicidade mais conceitual e orientada por ideia, e não por formato, passa a ditar sua trajetória. “Era uma publicidade extremamente conceitual, com humor ácido e uma obsessão enorme por craft.”

Esse repertório ganha contorno ao chegar ao Brasil, em um momento de transição do mercado. Segundo Donato, a experiência internacional ajudou a sustentar um olhar menos formatado em meio à mudança de lógica da indústria. “Quando me mudei para o Brasil, esse jeito ‘desformatado’ de pensar caiu muito bem num momento de transformação do nosso mercado: da publicidade tradicional para marcas com propósito, do comercial de TV para o case da ideia, do digital para o social native.”
Leia a íntegra da entrevista na edição impressa do dia 06 de abril.