oje todo mundo pode ser um influenciador. Com as redes sociais, as pessoas falam o que pensam, recomendam o que gostam e mostram o que querem. Cada um registra sua rotina de uma forma diferente. Tem gente que posta todos os dias. Alguns não postam nunca. E outros postam de vez em quando.
Independentemente de qual categoria você está, se tem perfil nas redes e ‘faz’ conteúdo digital, é considerado um influencer.
Partindo do campo pessoal para o mundo corporativo, surgiram nos últimos anos os CEOs influenciadores. Aqueles executivos que são a cara das suas marcas e fazem o papel de divulgar o próprio negócio, atrelado totalmente à sua imagem, numa simbiose de marca pessoal e marca corporativa.
Na propaganda, há vários exemplos de publicitários que viraram a própria marca da agência, como Nizan Guanaes e Alexandre Gama, entre outros.
Voltando aos CEOs, com a profusão de entrevistas em podcasts e videocasts, eles ficaram famosos e furaram a bolha. São nomes como Alexandre Costa, fundador e CEO da Cacau Show; Karla Marques, conhecida nas redes sociais como “Karla Cimed”; e Caito Maia, o dono da Chilli Beans.
Suas opiniões, rotina, posicionamentos e até características pessoais passam a fazer parte da percepção da marca, influenciando reputação e vendas, por exemplo, conta a editora Bruna Magatti em matéria especial.
A reportagem mostra cases de sucesso no meio corporativo, como o de Alê Costa, que compartilha bastidores da Cacau Show, visitas às fábricas, encontros com franqueados, lançamentos, reflexões sobre empreendedorismo e conteúdos sobre liderança. Vivemos a era da recomendação. É por isso que os líderes devem cada vez mais influenciar os negócios – para o bem e para o mal. O CEO é o cara mais disputado do momento. Todo mundo quer se conectar com os executivos C-level. No trade de marketing e publicidade, a percepção é de que não existem eventos que atraiam os CEOs de grandes marcas.
Há ainda uma ala de publicitários que considera que os eventos de marketing que temos hoje no mercado não são bons o suficiente para cativar os C-levels. E hoje, não basta apenas atrair os CMOs. Para ser relevante na conta do cliente, as agências também precisam ter relacionamento com os CEOs.
Envolver os CEOs nas discussões de marketing é fundamental para a sustentabilidade do negócio da propaganda.
Outra observação de um interlocutor é que o mercado não discute, ou debate pouco, assuntos importantes como CRM, e prefere dar palco para as mesmas pessoas, mesmos profissionais, que já são figurinhas carimbadas.
IA
A indústria vive um dilema diante da contradição que a inteligência artificial nos traz. Recentemente, cientistas alertaram que a IA tem mais de 10% de chance de extinguir a humanidade na próxima década. Por outro lado, especialistas em tecnologia argumentam que transições tecnológicas profundas mudam a configuração do mundo de forma gradual, e não por rupturas apocalípticas repentinas.
E para um mercado movido a criatividade como o do marketing e propaganda, é importante ficar alerta. Antes de escrever um prompt para a IA pensar por você, coloque você mesmo a ideia no papel – ou na tela.




