A nova gestão será liderada por Guilherme Cavalcante, da Wieden+Kennedy, que assume a presidência. A vice-presidência ficará com Aline Velha, do Nubank
O Grupo de Mídia de São Paulo apresentou sua nova diretoria para o biênio 2026/2027 e divulgou os resultados da pesquisa 'Que Mídia Sou Eu?', estudo realizado em parceria com o Ibope para mapear o perfil, a formação e as perspectivas de carreira dos profissionais de mídia no Brasil.
Os dados do levantamento traçam um panorama atualizado da categoria e apontam desafios relacionados ao desenvolvimento profissional no setor. Segundo a entidade, os resultados servirão de base para orientar projetos, debates e iniciativas do Grupo de Mídia de São Paulo nos próximos dois anos.
A nova gestão será liderada por Guilherme Cavalcante, da Wieden+Kennedy, que assume a presidência. A vice-presidência ficará com Aline Velha, do Nubank. Também integram a diretoria representantes de empresas como Suno, Lolas\TBWA, TikTok, Africa Creative, CNN Brasil e Warner Bros., entre outras organizações do mercado. No conselho da entidade, participam executivos de companhias como Unilever, Google, TV Globo e Eletromidia.
Já Luciana Schwatz segue na coordenação do Mídia Dados Brasil, relatório criado há 39 anos e considerado uma das principais referências do setor ao reunir informações sobre a evolução da mídia e seus canais de contato com os consumidores no país.

Pesquisa aponta educação como prioridade e revela falta de cursos de qualidade no mercado de mídia
Segundo a pesquisa, conhecimento estratégico e domínio técnico aparecem como as competências mais valorizadas para profissionais de mídia atualmente. Apesar disso, a carência de cursos considerados realmente qualificados foi apontada como uma das maiores demandas do setor.
O levantamento também revelou que, entre profissionais iniciantes, existe a percepção de excesso de cursos oferecidos em múltiplas plataformas, sem reconhecimento claro como base comum de formação ou critério sólido para evolução na carreira. Para o mercado, isso reforça a necessidade de maior padronização e centralização das informações disponíveis.

Outro ponto destacado foi a mudança de comportamento entre profissionais mais jovens, que tendem a dedicar menos atenção aos fundamentos da área. De acordo com o estudo, esse cenário contribui para um processo de juniorização do setor, com impactos na qualidade das entregas e no relacionamento com clientes.