Nas palavras de Eduardo Megale (Talent), mercado saiu de uma discussão binária e foi para um modelo mais híbrido e sustentável

Pesquisa realizada pela WFA (World Federation of Advertisers) em 2023 junto com a The Observatory International detalhou uma forte tendência entre os anunciantes: a internalização de serviços de marketing antes confiados a agências atuantes no diversificado negócio da comunicação de marketing.

A análise mostrou que 56% dos entrevistados esperavam transferir em três anos mais produção digital de agências externas para operação in-house; 33% planejavam mais produção offline; 22% esperavam transferir mais trabalho de estratégia de dados para suas estruturas; e 11% planejavam transferir mais tarefas de gestão de dados, insights e análises para equipes próprias.

Os resultados foram baseados em respostas de 45 empresas, com um gasto anual anual em publicidade de US$ 60 bilhões. “A ascensão da agência interna é uma das grandes mudanças na forma como as marcas gerenciam suas necessidades de comunicação. Embora o custo tenha sido um dos fatores dessa tendência, operações bem-sucedidas demonstram que podem trazer benefícios como a rapidez de resposta”, disse Stephan Loerke, CEO da WFA. O que não se terceiriza, é a criatividade; a ideia.

Nesse hiato de tempo, o movimento permanece, mas amadureceu, nas palavras de Grasiela Scalioni, CEO da Lápis Raro.  “O que vemos hoje é muito diferente daquela onda de cinco anos atrás. O discurso era de ruptura: cortar custos, ganhar velocidade, assumir o controle dos dados”, ela explica, lembrando que “80% dos grandes anunciantes mantêm alguma forma de operação interna. O movimento migrou da execução tática de mídia programática e conteúdo social para áreas mais estratégicas: data science, analytics, inteligência de negócio. A execução criativa e a construção de marca de longo prazo, por sua vez, continuam demandando o olhar de uma agência com pensamento de inteligência de marca”.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 27 de abril.

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