O Grupo Mabe apresentou nesta quarta-feira (16), em São Paulo, sua estratégia para o mercado brasileiro, o mais importante para as operações da empresa. “O dia de hoje é um divisor de águas para a empresa no País”, resumiu Eduardo Mello, vice-presidente da Mabe no Brasil.

A companhia mexicana, que renovou mais da metade de seu portfólio, decidiu reduzir o número de marcas no mercado nacional de cinco para três. Isso incluiu descontinuar a linha de mesmo nome mabe, introduzida em 2008 no País, e deixar de produzir produtos Bosch, marca do grupo alemão BSH, adquirida em 2009 juntamente com Continental por R$ 70 milhões. A partir de agora, produtos Bosch serão importados. Com a restruturação, o novo carro-chefe do grupo mexicano é a marca Continental, com foco nas mulheres de 25 a 45 da classe B. Para a linha premium, a empresa aposta na marca GE, e para o segmento popular o foco são em produtos Dako.

De acordo com a empresa, a redução e a segmentação do portfólio entre classes alta, média e baixa ocorreu para adequar o mercado nacional à estratégia global da companhia, que trabalha internacionalmente com três marcas, em três frentes distintas. “Quando lançamos a mabe, não tínhamos conhecimento de que as operações no Brasil do grupo BSH estavam à venda. Com a aquisição e a inclusão de mais duas marcas em nosso portfólio, tínhamos que tomar uma decisão difícil, de qual marca iríamos trabalhar a partir de então, Continental ou mabe. Optamos pela primeira, porque identificamos que essa tinha maior possibilidade de exploração”, explica Mello.

Os novos produtos chegam ao mercado em abril, com expectativa de vendas para o dia das mães. Já campanhas publicitárias devem ser veiculadas apenas no segundo semestre. “A mabe era uma marca nova, precisava ser comunicada. Mas a Continental já é conhecida. O que precisamos é resgatar seus valores”, afirma Mauro Ávila Correa, diretor de marketing da empresa.

O orçamento para toda a cadeia das ações de marketing, como distribuição, ponto de venda e campanha massiva, é de R$ 70 milhões para os próximos doze meses.

por Keila Guimarães