Segundo a pesquisa ‘Visível e invisível: A vitimização de mulheres no Brasil’, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Datafolha, quase metade das mulheres brasileiras afirmou ter sofrido algum tipo de violência no ano de 2024, o maior índice da série histórica. Além disso, 92% dos episódios ocorreram na presença de outras pessoas, mostrando que a violência acontece diante da sociedade. Os dados foram apurados pelo publicitário Rodrigo Cerveira, que possui 30 anos de experiência em estratégia, liderança e desenvolvimento de negócios globais e locais.
“O Animals é um movimento de conscientização criado para combater a normalização da violência contra a mulher”, resume o executivo, que explica que o projeto é fruto da iniciativa de um coletivo independente formado por profissionais de diferentes áreas, como comunicação, marketing, psicologia, criação, estratégia, produção, audiovisual, direito, tecnologia e artistas, “que decidiram dedicar seu conhecimento e tempo a uma causa de impacto social”.
Cerveira afirma que o Animals pretende ser um movimento permanente de transformação cultural. Afinal, o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde o início da série histórica, equivalente a quatro mulheres assassinadas por dia apenas por serem mulheres. O levantamento também contabilizou 3.870 tentativas de feminicídio.
“Acreditamos que uma das principais barreiras para enfrentar esse problema é justamente a banalização de comportamentos abusivos, muitas vezes vistos como ‘naturais’, ‘problemas de casal’ ou ‘casos isolados’. O projeto nasce da convicção de que a comunicação e a arte têm um enorme poder de provocar reflexão e transformar comportamentos. Por isso, o Animals utiliza a música e as artes plásticas como instrumentos de sensibilização, expressão e conscientização. São linguagens capazes de tocar emocionalmente as pessoas, gerar diálogo e fazer com que essa mensagem continue sendo consumida, compartilhada e reverberada muito além do evento de lançamento.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 27 de julho.


