Profissionalização, geração de empregos, novas tecnologias e ampliação das possibilidades de conexão entre empresas e públicos são o combo ideal para o novo live marketing, que atravessa um ciclo de crescimento e ganha espaço estratégico nos planos das marcas, de acordo com Heloisa Santana, presidente-executiva da Associação de Marketing Promocional (Ampro).
“É um mercado potente e em expansão, que precisa evoluir, com urgência, suas relações comerciais e seus modelos de contratação. A Ampro vem atuando ativamente nessa agenda, promovendo o diálogo e mobilizando o setor para a construção de práticas mais equilibradas, transparentes e sustentáveis”, conta.
Segundo a executiva, a expansão do mercado também traz desafios estruturais. Entre eles está a recorrência das concorrências no modelo “job a job”, que, na avaliação da Ampro, pode comprometer investimentos em estratégia, criação, equipes e fornecedores.
“Esse modelo exige que as agências invistam continuamente em estratégia, criação, equipes e fornecedores, muitas vezes com prazos reduzidos e sem remuneração, mas sem qualquer previsibilidade ou garantia de contratação. Não questionamos a concorrência em si, que é legítima e faz parte do mercado. O ponto é a adoção sistemática do job a job, que fragiliza toda a cadeia, limita investimentos e compromete a capacidade de inovar. É preciso avançar para modelos mais sustentáveis, com melhores briefings, critérios transparentes, prazos adequados, concorrências remuneradas e relações mais duradouras, por exemplo, com pools de agências homologadas.”
Ativação e resultado
A transformação do live marketing também passa pela mudança na forma como as marcas enxergam as experiências presenciais. Em vez de ações isoladas, as empresas buscam objetivos como proximidade, confiança, experimentação, construção de comunidades, geração de leads, vendas, fidelização e relacionamento com públicos internos e parceiros. “A experiência presencial ganhou ainda mais valor porque oferece algo que nenhuma mídia entrega sozinha: presença, participação e conexão humana”, afirma a executiva.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 07 de setembro.




