O fim do Mundial masculino de futebol já movimenta a Rede Globo de Televisão e a CazéTV para a Copa do Mundo feminina da Fifa que será realizada no Brasil em 2027 em um momento de evolução das meninas nas quatro linhas.
Agências e anunciantes já estão com os PDFs que detalham o que devem fazer para garantir lugar na grade de programação comercial do evento que promete movimentar o país com os jogos e possibilidade de um título para o escrete canarinho de mulheres.
Segundo fonte credenciada, a Globo está propondo 12 cotas de patrocínio em vários formatos, desde as masters ao top cinco segundos, por exemplo. O valor médio é de R$ 140 milhões.
Já na CazéTV, o valor começa em R$ 90 milhões. Vão prevalecer nos dois canais os tradicionais formatos de uma transmissão esportiva, de acordo com a fonte, que explica.
“Ambos tiraram da cota o cooling break, que é aquela parada de dois tempos no meio do primeiro tempo e no meio do segundo tempo. Eles estão colocando isso como uma cota adicional e de valor ainda a ser discutida, a depender da cota fechada com cada anunciante. A Globo atacou na apresentação o olhar da linearidade da audiência. Então, quem assiste TV aberta assiste a novela, jornal, outras entregas e também o jogo. Então quando a Globo fala, por exemplo, do seu avulso sempre vai estar conectado a um conteúdo da emissora”, esclarece a fonte que teve acesso ao projeto nesta quarta-feira (29).
Com a CazéTV a fonte diz que a emissora vai estar apenas no YouTube e ambiente Google com os patrocínios avulsos. “Mas ambas têm uma exclusividade de duas horas entre o final do jogo e o início de quando as outras plataformas poderão compartilhar conteúdo. Enquanto rolam essas duas horas de exclusividade, ninguém pode postar nenhum conteúdo social só a CazéTV no mercado nacional.”
A fonte esclarece ainda que reprise dos gols, os melhores momentos, etc., ficam na mão da Globo e CazéTV para benefício dos patrocinadores.
“A Globo não tem nenhum outro canal; vai ter essa exclusividade. A Globo falou muito sobre o olhar de narrativa de cultura, porque quer estar conectada à cultura brasileira devido a sua distribuição regional ser muito forte e de que as pessoas se conectarem em todos os momentos com a emissora e não apenas no evento.”
Por isso, de acordo com a fonte, a CazéTV terá restrição na promoção da Copa feminina no Brasil.
“Porque as pessoas só vão ligar lá para assistir a Copa do Mundo. Vai ter essa briguinha de narrativa entre as duas e acho que pensando no melhor do nosso mercado sempre um conteúdo muito bom para a própria imagem das marcas”, enfatiza a fonte, que atua na compra de mídia de uma das maiores agências do país, finaliza.



