Rosental Alves, Asha Saluja e Ana Ormaechea (Reprodução/WAN IFRA)

A empresa norte-americana Slate e a rádio espanhola Prisa palestraram durante o Digital Media Latam 2019 discutindo o poder do áudio para narrativas jornalísticas. A discussão ocorreu nesta quarta-feira (13).

Com 25 podcasts, o Slate se transformou em referência que inclui o sucesso Slow Burn (ouça abaixo), um exemplo de narrativa jornalística. Asha Saluja, gerente de operações da empresa, enumerou alguns exemplos de formatos de sucesso, mas fez um alerta: “diferentes tipos de podcasts requerem diferentes tipos de comprometimento”.

Em termos de facilidade de produção, a gerente elencou talk shows como os mais fáceis de serem produzidos, aqueles que reúnem pessoas com temas em comum que conversam durante certo tempo. Logo depois aparecem os semi roteirizados e, por último, o mais complexo são os narrativos. “No narrativo, um grupo de pessoas pode levar semanas e até meses para levar um roteiro para o ar”, explica.

Entre as dicas para o sucesso, Asha destacou que o Slate costuma transcrever os episódios com mais potencial de viralização para o site da plataforma. “O SEO de podcast é quase inexistente. Temos essa vantagem de ter uma presença web e quando um episódio inteiro vai bem nós nos certificamos de transcrevê-lo”, comenta.

Além disso, a plataforma dá pílulas do conteúdo nas redes sociais. Como os chamados audiogram no Instagram:

Quando o tema foi monetização, a profissional lamentou que é difícil monetizar áudio, mas ressaltou que “uma voz que você confia dizendo para você comprar algo é realmente efetivo”.

Ana Ormaechea, diretora de produto digital rádio espanhola Prisa, mencionou números do mercado espanhol. “A manhã ainda é o principal pico de consumo”, diz. Ela também ressaltou que o consumo principal de áudio ocorre em dispositivos móveis.

Quando o tema foram os smart speakers como a Alexa, Ana diz que eles estão se popularizando em uso de manhã e na noite. “Já que não são móveis”, explica.