Para Flavio Waiteman, é nesse território que a criatividade das agências influencia resultados das marcas e encontra o seu papel no longo prazo

Criar todos os dias algo interessante o suficiente para seguir relevante. É assim que Flavio Waiteman, cofundador e CCO da Tech&Soul, resume a própria trajetória, uma lógica que associa à estratégia de Sherazade, personagem de ‘As mil e uma noites’, que sobrevive ao contar histórias continuamente.

Waiteman atrela essa ideia de continuidade à forma como enxerga a criação como um exercício constante de repertório, atenção e permanência. “Minha trajetória foi baseada na estratégia de Sherazade: todos os dias, criar uma história interessante para manter a cabeça no lugar. Tem dado certo nos últimos 30 anos.”

Essa visão ajuda a entender por que, para o criativo, a criatividade não se limita a gerar campanhas ou peças. “Acredito na criatividade como força capaz de moldar o comportamento humano. Creio firmemente que a comunicação pode evitar erros já cometidos por outros, impulsionar indústrias e colaborar com o desenvolvimento humano em saúde, educação e cultura”, destaca Waiteman.

Flavio Waiteman, cofundador e CCO da Tech&Soul: “Minha estratégia tem dado certo nos últimos 30 anos” (Imagem: Divulgação)

Dentro da Tech&Soul, esse viés orienta a atuação da criação, ainda que de forma integrada a outras áreas. Ao comparar a área à cozinha de um restaurante, ele aponta para uma função central, responsável pela entrega, mas que depende de um sistema ao redor para acontecer. Se essa “cozinha” operava com maior controle sobre o que era servido, atualmente o cenário é outro. A fragmentação dos canais, a entrada de novos agentes e a ampliação das possibilidades de produção tornam a ideia de autoria isolada menos viável.

Leia a íntegra da entrevista na edição impressa do dia 06 de abril.