Longa é indicado em Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Casting
Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil volta a figurar entre os indicados ao Oscar. Na próxima edição da premiação, o país concorre com ‘O Agente Secreto’, de Kleber Mendonça Filho, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Casting. A nomeação reconhece a interpretação de Wagner Moura, no papel de Marcelo.
O thriller político, ambientado no Recife de 1977, acompanha Marcelo, um professor que decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. No entanto, percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.
Na disputa por Melhor Filme, o longa concorre ao lado de ‘Bugonia’, ‘F1’ e ‘Frankestein’, ‘Hamnet’, ‘Marty Supreme’, ‘Uma Batalha Após a Outra’ e ‘Valor Sentimental’, ‘Pecadores’ e ‘Train Dreams’.
Na categoria Melhor Ator, Wagner Moura concorre com Timothée Chalamet, por sua atuação em ‘Marty Supreme’, além de Leonardo Di Caprio (‘Uma Batalha Após a Outra’’), Michael B. Jordan (‘Pecadores’), Ethan Hawke (‘Blue Moon’) e Jesse Plemons (‘Bugonia’).
Em Melhor Filme Internacional, ‘O Agente Secreto’ concorre com ‘Sentimental Value’ (Noruega), ‘Sirat’ (Espanha), ‘It Was Just an Accident’ (Irã) e ‘The Voice of Hind Rajab’ (Bélgica).
Gabriel Domingues, diretor de elenco, concorre na nova categoria Casting, que não premia o elenco, mas sim, o diretor responsável pela escalação.
A produção é da MK Productions, CinemaScópio e Arte France Cinéma, com distribuição da Vitrine Filmes no Brasil e da MK2 Films no mercado internacional.
A cerimônia do Oscar acontece no dia 15 de março, no Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação de Conan O’Brien.
Brasil no cinema global
No histórico brasileiro na Academia, a primeira indicação ao Oscar ocorreu em 1963, com ‘O Pagador de Promessas’, de Anselmo Duarte, então na categoria Melhor Filme Estrangeiro. O país voltou a concorrer 33 anos depois com ‘O Quatrilho’, seguido por ‘O que é isso, companheiro?’, indicado em 1998.
Em 1999, o Brasil esteve novamente na disputa com ‘Central do Brasil’, que rendeu indicação de atuação a Fernanda Montenegro e concorreu na categoria de filme estrangeiro — renomeada para Melhor Filme Internacional a partir de 2019.
No ano passado, após um hiato de 26 anos, o Brasil voltou a ser indicado a Melhor Filme Internacional e alcançou, pela primeira vez, três indicações em uma mesma edição, incluindo categorias principais como Melhor Filme e Melhor Atriz, pela atuação de Fernanda Torres.
A marca de quatro indicações por uma mesma obra foi conquistada pela última vez em 2004, com ‘Cidade de Deus’, de Fernando Meirelles, nas categorias de ‘Melhor Direção’, ‘Melhor Roteiro Adaptado’, ‘Melhor Montagem’ e ‘Melhor Fotografia’.
O longa chega ao Oscar embalado por uma trajetória sólida no circuito internacional de prêmios. Em 2025, O Agente Secreto teve estreia mundial no Festival de Cannes, onde conquistou o prêmio de Melhor Diretor para Kleber Mendonça Filho e Melhor Ator para Wagner Moura, além de premiações da crítica, como o Prêmio FIPRESCI e o Prix des Cinémas d’Art et Essai.
No fim de 2025 e início de 2026, o filme também venceu Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro, conquistas inéditas para uma produção brasileira, e levou Melhor Filme Internacional no Critics Choice Awards.
Imagem do topo: Victor Jucá/Divulgação