Volume é resultado da aplicação da mídia programática no inventário digital que envolve MUBs (mobiliário urbano), outdoor e empenas
Não tem comparação! O valor agregado do digital no segmento de mídia exterior não só ampliou as possibilidades de alcance das mensagens, mas também das soluções criativas das ações desenvolvidas pelas agências para os anunciantes. Não é por outra razão que, no ano passado, o meio ficou com 12,1% do share das verbas de comunicação de marketing do mercado publicitário brasileiro, o terceiro em volume (mais de R$ 3,5 bi) do portfólio de canais disponível no país, segundo o painel Cenp-Meios. Já o Digital Adspend 2026, do IAB/Ibope, afirma que o segmento de digital out of home (DOOH) movimentou R$ 4,4 bi em 2025.
Esse vigor estimula a formalização de novos negócios. É o caso do acordo operacional entre a brasileira WeOOH e a inglesa ViOOH, com a proposta de ampliar o DOOH no ambiente programático, cuja previsão é liberar acesso a 320 telas premium para gerar mais de 1,3 bilhão de impressões mensais em centros urbanos do país.
As empresas destacam que o canal outdoor contabiliza 414 milhões de impressões mensais, com cobertura em 16 capitais, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Fortaleza. Os Mubs, em Brasília e Campo Grande, somam 376 milhões de impressões mensais. E as empenas de grande porte somam 59 milhões de impressões por mês, com destaque para o painel 3D exclusivo no Shopping Pontal, em Porto Alegre.
“A WeOOH é uma das principais empresas de mídia out of home, destacando-se por ser a maior rede de grandes formatos DOOH do Brasil. A empresa foca no conceito de ‘cidades como vitrines vivas’. Suas principais frentes de atuação são os icônicos, o mobiliário urbano, as bancas digitais e os billboards. Uma das expertises da WeOOH está em pDOOH (programática), que permite aos anunciantes comprar espaços publicitários de forma automatizada e segmentada, utilizando dados em tempo real para exibir anúncios nos momentos de maior relevância. A WeOOH atende desde grandes marcas globais até negócios locais, devido à sua capacidade de regionalização”, esclarece o executivo Luís Felipe Argello, CCO da WeOOH.
Ele diz ainda que a mídia programática está sendo um caminho natural para a mídia exterior digital no Brasil devido a três fatores que considera preponderantes:
- Flexibilidade e agilidade: “A compra programática proporciona dinamismo, permitindo que os anunciantes acompanhem a entrega em tempo real, com controle total do budget e a possibilidade de coordenação da exibição de criativos de acordo com o momento”;
- Segmentação baseada em dados: “O foco deixa de ser apenas o ponto físico e passa a ser a audiência. Por meio de de gatilhos (triggers) como condições climáticas, horários de pico, fluxo de tráfego ou eventos em tempo real, os anúncios tornam-se contextuais, relevantes e muito mais assertivos”;
- Integração omnichannel: “O DOOH passa a falar a mesma língua do digital. A programática permite que o meio seja integrado ao planejamento de campanhas 360°, sendo operado pelas mesmas plataformas de compra (DSPs) que os profissionais de marketing já utilizam para mídia social e busca, unificando a estratégia de comunicação.”

O pensamento de Luís Felipe Argello envolve a parceria com a ViOOH devido à oportunidade proporcionada pela programática: a internacionalização do inventário.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 11 de maio.
Imagem do Topo: Divulgação



