Leo Macias, CCO da Lola\TBWA

A bola é o símbolo mais evidente do futebol. Mas, para mim, ela nunca foi apenas uma bola. Ela é o coração do jogo. No instante em que o juiz apita, algo começa a pulsar. O primeiro toque é a primeira batida, e a partir dali cada passe, cada aproximação, cada segundo em campo ganha ritmo. É desse pulso que nasce a emoção.

Quando pensei nessa imagem, ela veio assim. Um coração cercado por espinhos. Espinhos que carregam a ansiedade, a dúvida que acompanha cada lance, a incerteza de não saber até onde vamos. Eles apertam, tensionam, lembram que nada está garantido.

Mas o coração segue. E em algum momento ele se abre. De dentro nascem rosas. Porque, mesmo atravessados por tudo isso, existe algo que permanece. Uma confiança quase invisível, quase silenciosa, de que vai dar certo.

E quando floresce, não é só o jogo. Floresce a alegria, floresce o encontro, floresce essa conexão inexplicável com pessoas que nunca vimos, mas que naquele instante sentem exatamente o mesmo.

Talvez seja isso que o futebol faz. Ele não acontece só no campo. Ele acontece dentro da gente, no ritmo de um coração que insiste em continuar batendo.

(Imagem: Divulgação)

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