Inserções de 30 segundos superam os US$ 10 milhões e consolidam a final como a vitrine publicitária mais disputada do mundo
Algumas das maiores marcas globais pagaram mais de US$ 10 milhões por comerciais de 30 segundos no Super Bowl 2026, estabelecendo um novo recorde para a publicidade televisiva nos Estados Unidos. A informação foi apurada pelo Financial Times junto à NBCUniversal, responsável pela transmissão do evento.
O interesse crescente dos anunciantes está diretamente ligado à escala de audiência do evento. Em 2025, o Super Bowl alcançou 127,7 milhões de espectadores nos Estados Unidos, somando TV e streaming, segundo dados consolidados de mercado utilizados pela Kantar como referência para o setor.
No Brasil, a audiência cresce a cada ano
Segundo Danilo Campos, diretor de marketing do Disney+ e ESPN, o crescimento da NFL no Brasil é resultado de uma estratégia construída ao longo de mais de 25 anos. “Vivemos um momento extraordinário da NFL no Brasil e a ESPN é parte ativa dessa construção”, afirma.
Para 2026, o Super Bowl segue como evento central do calendário esportivo, com uma operação editorial robusta. A ESPN mobiliza mais de uma dezena de profissionais in loco nos Estados Unidos, com cobertura que inclui informação, análise e bastidores. Campos explica que a jornada conta com edições diárias do ESPN League e entradas ao vivo ao longo da programação.

Neste ano, o canal conta com Snickers, RAM e C6 como como patrocinadores máster. Philco está na cota premium. Na reta final da temporada, somam-se Movida, Apple e Stihl. Segundo Campos, o modelo vai além da exposição tradicional. “Mais do que exposição, nosso modelo de parceria é baseado em ativação e integração”, diz. A transmissão se transforma em um ecossistema de experiências, dentro e fora da tela, conectando marcas a diferentes perfis de audiência — do fã hardcore ao público que se aproxima do esporte pelo entretenimento.
Esse conceito se materializa também fora da transmissão. A ESPN promove uma watch party especial em São Paulo, no ginásio do Pacaembu, com ativações de marcas, desafios de touchdown, shows de L7nnon e DJ Ronald, da Rádio Disney, além da presença de talentos da emissora. Para Campos, realizar o evento fora dos Estados Unidos reforça a relevância do Brasil no ecossistema global da NFL e consolida o Super Bowl como um acontecimento que extrapola o jogo e se afirma como evento cultural.
Comerciais em destaque
Diante desse cenário, as marcas intensificam a estratégia de antecipação. Ainda na pré-semana do jogo, diversos comerciais já foram divulgados oficialmente nas redes sociais e no YouTube, com o objetivo de ampliar a vida útil das campanhas e gerar conversa antes mesmo do apito inicial.
O uso de celebridades segue como um dos principais recursos criativos para furar o ruído em meio a dezenas de anunciantes que disputam os segundos de atenção.
Sabrina Carpenter e Pringles
A Pringles aposta no alcance de Sabrina Carpenter para abrir sua campanha de Super Bowl ainda na pré-semana do evento.
Kendall Jenner e Fanatics Sportsbook
Com Kendall Jenner como protagonista, a Fanatics Sportsbook busca normalizar as apostas esportivas dentro da cultura pop.
Uber Eats e celebridades
Como tradição da Uber Eats, a plataforma reúne um time de celebridades como o ator e diretor Bradley Cooper, Matthew McConaughey e Addison Rae em um filme de humor sobre a cultura digital.
Emma Stone e Squarespace
A Squarespace volta ao Super Bowl com um filme protagonizado por Emma Stone, apostando na estética visual do longa ‘Pobres Criaturas’ de Yorgos Lanthimos.
Nota atualizada às 20:40