A Signa, consultoria de branding dos mesmos fundadores da Ginga, amplia sua atuação em tecnologia aplicada à construção e gestão de marcas. Criada em 2024, a empresa lança três soluções desenvolvidas a partir de problemas recorrentes identificados em projetos de branding: Radar, Signa.OS e Acervo de Imagens.
A movimentação tem objetivo de ampliar o papel da tecnologia dentro da operação da consultoria. Em vez de atuar apenas na construção de estratégias e identidades, a SIGNA passa a oferecer ferramentas voltadas a diferentes etapas da gestão de marca, do diagnóstico à produção de conteúdo visual.
A lógica parte de uma dificuldade identificada pela empresa em projetos com diferentes clientes: marcas possuem estratégias, identidades e informações distribuídas em apresentações, guidelines, pesquisas e outros documentos, enquanto precisam manter consistência em um número crescente de canais.
“Como estamos sempre muito próximos dos clientes e dos times de comunicação da ginga, ao longo dos últimos anos percebemos que mesmo marcas líderes de mercado enfrentam problemas de gestão e de consistência de mensagem, porque muitas vezes olham apenas para uma dimensão da marca”, afirma David Galasse, sócio e diretor de Design da Signa.
O Radar é voltado ao diagnóstico. A ferramenta analisa seis dimensões definidas pela consultoria: identidade, interfaces, comunidade, autonomia e gestão, repertório plural e potencial regenerativo. Isso acontece a partir de informações públicas e das interações da audiência. A inteligência artificial participa dessa primeira leitura, que pode ser complementada por uma auditoria conduzida pela equipe da Signa.
A segunda frente é o Signa OS, plataforma criada para reunir informações que normalmente ficam distribuídas entre diferentes áreas e documentos. A ferramenta centraliza elementos como identidade visual, tom de voz, estratégia, campanhas, pesquisas e guidelines, além de incorporar agentes de IA direcionados a tarefas como geração de briefing, copywriting, direção de arte e verificação de marca.
Já o Acervo de Imagens é voltado à produção visual. A solução utiliza IA generativa para criar imagens a partir dos códigos e diretrizes de cada marca, mas mantém etapas de briefing, direção, validação, curadoria e retoque conduzidas por profissionais.
“O modelo de documentação fragmentado engessa a gestão e trava processos, porque fundamentos e assets precisam estar atualizados e disponíveis para os diferentes times que dependem deles. Ao mesmo tempo, agentes de IA generativa especialistas na marca podem ajudar a levar essa inteligência para a operação e aumentar a consistência das mensagens nos diferentes canais”, diz Galasse.
No caso do Acervo de Imagens, o processo começa pela análise do material visual existente para identificar diretrizes de fotografia, iluminação, estética e estilo. Depois, passa por pré-produção, validação, geração das imagens e pós-produção.



