Indies ganham escala em mercado pressionado por eficiência e cortes

Em meio a aquisições e recomposição de capital nacional, operações apostam em autonomia e velocidade como diferencial competitivo
Galeria.ag, Artplan e We surgem no top 20 do ranking nacional de investimento em mídia do Cenp-Meios 2025 | Imagem: Magnifc

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Se, por um lado, as holdings globais concentram redes de agências de publicidade, as agências independentes buscam se diferenciar por atributos como autonomia criativa e de gestão, proximidade com clientes e velocidade de decisão. Mais do que uma oposição aos grandes concorrentes, essas operações chegam ao mercado com argumentos sobre o que só uma estrutura independente pode oferecer. No quesito escala, especialização e investimento, porém, o jogo tem se tornado mais equilibrado.

No mês passado, a CDN anunciou que deixará de integrar a Omnicom após dez anos e voltará a operar sob controle de acionistas brasileiros, com a entrada da agência Nova entre os sócios. Segundo a empresa, a nova configuração busca ampliar a agilidade nas decisões.

Ao mesmo tempo, grupos nacionais também têm ampliado suas estruturas por meio de aquisições e reposicionamentos próprios. Em 2025, a Biosphera.ntwk concluiu a compra da participação do fundo Evolution Partners na Ampfy, mantendo os sócios-executivos da agência na operação e incorporando a empresa a uma network que, à época, reunia 18 empresas, 1.350 funcionários e 280 clientes.

Se, em um passado recente, parte das agências brasileiras surgia como alvo natural de compra por grupos internacionais, o mercado também vê operações nacionais recompondo capital local ou criando suas redes de especialidades.

No ranking do acumulado de 2025 do Cenp (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário), que contabiliza os investimentos em mídia, agências independentes figuram entre as 20 primeiras colocadas: Galeria.ag, em 3º lugar, Artplan, em 7º, e a We, em 18º.

A pressão, porém, atravessa toda a indústria de agências. Em levantamento com CMOs e líderes de
marketing da América do Norte, Reino Unido e Europa, o Gartner aponta que os orçamentos de marketing seguem praticamente estáveis, passando de 7,7% da receita das empresas em 2025 para 7,8% em 2026. No estudo de 2025, 39% dos CMOs afirmaram planejar cortes nos budgets de agências, com medidas como eliminação de relações improdutivas e renegociação de contratos.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 03 de agosto.

Vitor Kadooka
Vitor Kadooka
Repórter
vitor@propmark.com.br

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