Independência não é sinônimo de estrutura pequena. Na Artplan, agência do Grupo Dreamers, o modelo combina autonomia de decisão com a musculatura de um ecossistema nacional. O resultado também aparece na entrega criativa. Neste ano, a agência conquistou quatro Leões no Cannes Lions, entre eles um Grand Prix pelo trabalho ‘Nigrum corpus’, para Idomed e Instituto Yduqs, na categoria Glass: The Lion for Change.
Para Antonio Fadiga, presidente da Artplan e sócio do Grupo Dreamers, o desempenho ajuda a mostrar que a disputa com as holdings globais já não se resume ao tamanho da operação. “Escala continua sendo importante, mas deixou de ser o principal fator de diferenciação. Hoje, os clientes valorizam velocidade de decisão, acesso à liderança e capacidade de montar soluções sob medida”, analisa.
Na relação com os clientes, esse modelo desloca o peso da estrutura para a capacidade de resposta. “Uma agência independente consegue adaptar sua estrutura ao problema do cliente, e não o contrário. As decisões são tomadas por quem está próximo do negócio, sem múltiplas camadas de aprovação ou prioridades globais que nem sempre fazem sentido para a realidade brasileira”, afirma. A operação conta com o apoio do Grupo Dreamers, que reúne mais de 20 empresas especializadas. “Isso nos permite oferecer soluções integradas, mantendo proximidade, flexibilidade e capacidade de adaptação”, diz.
AUTONOMIA
Fadiga afirma que a independência ainda é uma vantagem, desde que acompanhada de competência operacional. Na prática, isso passa por tecnologia, dados, inteligência artificial, creators, conteúdo, experiência, performance e novas especialidades.
“Na Artplan e no Grupo Dreamers temos investido continuamente para oferecer soluções completas, sem abrir mão da autonomia e da velocidade que caracterizam uma empresa independente”, explica.
A autonomia também aparece na definição de prioridades. “Hoje, independência não significa ter menos recursos. Significa ter liberdade para investir naquilo que realmente gera valor para os clientes”, pondera.
O crescimento impõe o desafio de profissionalizar a operação sem diluir a cultura. Para Fadiga, esse equilíbrio depende menos de limitar a expansão e mais de manter princípios claros. “Nossa visão é que cultura não se protege impedindo o crescimento. Ela se protege deixando muito claros os valores e preservando a autonomia das lideranças.”
A mesma lógica orienta a relação entre as empresas do grupo, em um modelo no qual cada operação mantém sua identidade e acessa competências complementares do ecossistema. “Ao mesmo tempo, estamos investindo fortemente em integração entre as empresas, uso de IA e eficiência operacional. Isso libera tempo para aquilo que realmente gera valor: pensamento estratégico, criatividade e relacionamento.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 03 de agosto.



