Com cinco anos de história, a Dark Kitchen Creatives parte de uma lógica própria. Fundada por Guilherme Jahara, Carlão Fonseca, Flavia Campos e Clariana Regiani, a agência se inspira no modelo das “dark kitchens” de delivery para atuar em rede flexível.
A mesma proposta é uma forma de nivelar a disputa entre independentes e grandes grupos, para Guilherme Jahara, sócio e co-CCO da agência. Ele analisa que o mercado ainda compara tamanho de estrutura, quando deveria olhar para impacto. “Hoje, um cliente não ‘compra’ uma agência. Ele compra inteligência, repertório, velocidade de decisão e capacidade de resolver problemas complexos.”
Segundo Jahara, uma operação independente consegue colocar profissionais mais experientes na mesa desde o início, sem tantas camadas de gestão, política ou burocracia. “No nosso caso, nunca quisemos ser menores. Quisemos ser mais relevantes. A independência nos permite montar o melhor time para cada desafio, sem a obrigação de encaixar o problema dentro de uma estrutura predefinida.”
RELEVÂNCIA
A independência, no entanto, não elimina a cobrança por estrutura. Para o co-CCO, ela continua sendo uma vantagem, mas apenas para quem entende que autonomia não pode ser confundida com improviso. O cliente, segundo ele, exige o mesmo nível de governança, planejamento, dados e eficiência de qualquer agência, independentemente do porte. “A diferença é que uma independente precisa provar isso todos os dias”, afirma.
Questionado sobre o balanço entre crescimento e preservação da cultura, Jahara afirma que isso começa a se perder quando uma empresa tenta copiar modelos que não combinam com a sua forma de trabalhar.
“Profissionalizar significa criar método, processo (pode chamar de governança, também) e previsibilidade desse caminho para o cliente. Não significa criar distância entre quem pensa e quem faz.” A presença dos fundadores nas decisões também entra como parte desse modelo. “Se os fundadores deixam de participar das conversas importantes e passam apenas a administrar uma estrutura, normalmente, a cultura — a estratégica e a criativa, que é o que vendemos — começa a desaparecer.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 03 de agosto.



