‘Temos a barriga no balcão’, diz CEO da T&S ao defender senioridade em projetos

Para Claudio Kalim, operação T&S Originals é uma alternativa para atender às demandas locais de marcas que mantêm estruturas globais
Claudio Kalim, fundador e CEO da Tech & Soul | Imagem: Divulgação

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“Em muitos casos, quando se depende de uma decisão tomada por uma rede internacional, é preciso ligar para Nova York, Paris ou qualquer outro lugar, e apenas o fuso horário já atrapalha. Imagine quando uma decisão leva uma, duas semanas ou até um mês para ser tomada”, ilustra Claudio Kalim, fundador e CEO da Tech & Soul e co-CEO do T&S Group.

Não é apenas no tempo de resposta que o conhecimento do consumidor brasileiro interfere na entrega de um trabalho. Essa proximidade, segundo Kalim, é crucial em pitches. “Estamos próximos, conhecemos o consumidor, temos a barriga no balcão e nos preocupamos com os resultados dos nossos clientes. Vivemos intensamente as necessidades dos clientes, acompanhamos os resultados, sofremos quando eles não chegam e buscamos corrigir rotas quando necessário. Esse envolvimento faz parte da nossa forma de trabalhar e é um diferencial competitivo que temos”, comenta Kalim, que teve carreira em holdings globais antes de fundar a T&S, ao lado de Flavio Waiteman, em 2017.

A percepção dialoga com estudos recentes sobre liderança e a relação entre agência e cliente. A Gallup aponta que os gestores respondem por 70% da variação no engajamento das equipes, o que reforça o peso da liderança na manutenção da cultura e da rotina de trabalho.

Esse tipo de envolvimento também aparece em trabalhos como ‘Portais’, criado para o C6 Bank. A campanha conectou o posicionamento ‘For an extraordinary life’ à divulgação do C6 Global Invest, em uma entrega que combinou construção de marca e comunicação de produto financeiro. A rotina dos gestores também exige um olhar atento para o crescimento, já que a cultura pode se diluir. Kalim atribui aos líderes essa responsabilidade. “É possível crescer sem perder identidade ou cultura. É difícil saber qual é o ponto de inflexão, mas esse é um tema que precisa estar sempre no olhar dos gestores. São eles que precisam entender até que ponto esse crescimento está sendo benéfico ou não para a agência”, avalia.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 03 de agosto.

Vitor Kadooka
Vitor Kadooka
Repórter
vitor@propmark.com.br

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